Usina nuclear de Shimane opera normalmente após forte abalo sísmico atingir o oeste do Japão

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Terremoto no Japão - Divulgação Foto: Terremoto no Japão - Divulgação

Um terremoto de forte intensidade atingiu as prefeituras de Tottori e Shimane, no oeste do Japão, na manhã de terça-feira, 6 de janeiro de 2025, por volta das 10h18, horário local. O tremor, que registrou uma intensidade sísmica superior a 5 na escala japonesa, levou as autoridades a emitirem um alerta imediato para a população local, embora a Agência Meteorológica do Japão (JMA) tenha descartado qualquer risco de tsunami associado ao evento.

A principal preocupação recaiu sobre a Usina Nuclear de Shimane, localizada na cidade de Matsue. A operadora, Chugoku Electric Power Co., comunicou prontamente que a instalação não sofreu nenhuma anormalidade. O reator número 2, que estava em operação no momento do sismo, continuou funcionando de forma segura, com todos os sistemas de emergência respondendo conforme o esperado.

O abalo também causou interrupções significativas na infraestrutura de transporte. A linha de trem-bala Sanyo Shinkansen suspendeu suas operações entre as estações de Shin-Osaka e Hakata devido a uma falha de energia, afetando milhares de passageiros. Diversas outras linhas ferroviárias convencionais na região também paralisaram suas atividades para inspeções de segurança.

Terremoto Japão - Internet
Terremoto Japão – Internet

Detalhes do abalo sísmico e resposta inicial

A intensidade sísmica, medida na escala Shindo do Japão, que avalia o grau de tremor em um ponto específico, atingiu o nível “5 superior” em partes de Tottori e Shimane. Este nível é caracterizado por um tremor forte o suficiente para dificultar o ato de andar sem apoio, fazer com que objetos em prateleiras caiam e, potencialmente, causar danos a edificações com menor resistência sísmica.

O tremor foi sentido em uma área ampla, com a prefeitura de Hiroshima registrando intensidade 4 em várias de suas regiões. Essa magnitude é suficiente para despertar a maioria das pessoas e causar um balanço considerável em objetos suspensos, gerando um estado de alerta generalizado, mas sem relatos imediatos de danos estruturais significativos em áreas urbanas.

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Imediatamente após o sismo, os governos locais ativaram seus centros de gerenciamento de crises. As primeiras equipes foram mobilizadas para avaliar a situação nas áreas mais próximas ao epicentro, com foco na verificação de infraestruturas críticas como estradas, pontes e redes de serviços públicos, além de garantir a segurança dos cidadãos.

A resposta rápida e coordenada reflete os rigorosos protocolos de desastres do Japão. A comunicação entre as agências governamentais e as empresas de serviços essenciais foi estabelecida em minutos, permitindo a rápida disseminação de informações verificadas para a população através de canais oficiais e aplicativos de alerta de emergência.

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Confirmação de segurança na usina nuclear de Shimane

A Chugoku Electric Power Co. emitiu um comunicado detalhado para tranquilizar a população e os mercados, reiterando que a Usina Nuclear de Shimane permaneceu segura durante e após o terremoto. O reator número 2, a única unidade em funcionamento no complexo, não apresentou qualquer desvio em seus parâmetros operacionais. A empresa destacou que os rigorosos protocolos de segurança, projetados para suportar eventos sísmicos de grande magnitude, foram seguidos à risca. As inspeções iniciais abrangeram todos os sistemas críticos, desde o circuito de refrigeração até as estruturas de contenção, confirmando a integridade de todos os equipamentos vitais. Além disso, as medições contínuas de radiação realizadas nos postos de monitoramento ao redor da usina não detectaram qualquer alteração nos níveis de normalidade, descartando a possibilidade de vazamentos ou qualquer impacto ambiental. A transparência na divulgação desses dados, supervisionada pela Autoridade de Regulação Nuclear do Japão (NRA), foi crucial para reforçar a confiança pública na gestão de segurança da instalação, um tema de extrema sensibilidade no país.

Impacto significativo no sistema de transporte

As consequências do terremoto foram sentidas de forma mais aguda pelos milhares de passageiros que dependem do transporte público na região. A interrupção da linha Sanyo Shinkansen, causada por uma falha de energia elétrica, gerou um efeito cascata em toda a malha ferroviária do oeste japonês, paralisando uma das artérias vitais de transporte do país. A suspensão do serviço do trem-bala, que conecta importantes centros urbanos, foi uma medida preventiva essencial para garantir a segurança dos passageiros enquanto as equipes técnicas avaliavam a integridade da rede elétrica e dos trilhos.

A concessionária de energia iniciou imediatamente os trabalhos para restabelecer o fornecimento e permitir a retomada gradual das operações. Nas principais estações, como Hiroshima e Okayama, longas filas se formaram nos balcões de informação, enquanto os funcionários trabalhavam para orientar os passageiros sobre rotas alternativas e previsões de normalização do serviço. A situação destacou a dependência da região na eficiência da rede Shinkansen para viagens de negócios e turismo.

Linhas convencionais também paralisaram atividades

Além do Shinkansen, diversas linhas de trem convencionais na região de San’in também paralisaram suas atividades. As inspeções de segurança preventivas são um procedimento padrão após sismos de certa intensidade, visando identificar possíveis danos estruturais em vias férreas, pontes e túneis que poderiam comprometer a segurança das viagens.

Entre os trechos que sofreram interrupções temporárias estavam a San’in Line (entre Higashihama e Masuda), a Inbi Line (de Tottori a Chizu), a Hakubi Line (de Shingo a Yonago), a Sakai Line (de Yonago a Sakaiminato) e a Kisuki Line (de Shinji a Bingo Ochiai). Equipes de manutenção foram mobilizadas para realizar vistorias detalhadas e liberar os trechos o mais rápido possível.

Ações preventivas em Hiroshima

Na prefeitura de Hiroshima, onde o tremor atingiu intensidade 4, o governo local implementou o chamado “regime de atenção”. Essa medida coloca todas as equipes de gestão de crise em estado de alerta máximo, prontas para responder a qualquer eventualidade decorrente do sismo ou de suas possíveis réplicas.

A divisão de gerenciamento de crises da prefeitura iniciou a coleta sistemática de dados de todas as municipalidades afetadas. O objetivo é construir um panorama completo e preciso da situação, o que permite a tomada de decisões rápidas e eficazes.

Essa abordagem proativa garante que a população receba informações verificadas e atualizadas por meio dos canais oficiais, evitando a propagação de rumores e mantendo a calma. A coordenação entre as diferentes cidades da prefeitura é fundamental para uma resposta coesa e eficiente.

Protocolos de resiliência do Japão

O Japão é mundialmente reconhecido por sua cultura de prevenção e preparação para desastres naturais, especialmente terremotos. Essa resiliência é construída sobre pilares sólidos que envolvem tecnologia, educação e treinamento contínuo. Desde a infância, os cidadãos são instruídos sobre como agir durante um abalo sísmico, e simulados são realizados periodicamente em escolas, empresas e comunidades.

As normas de construção civil são extremamente rigorosas, exigindo que novas edificações incorporem tecnologias antissísmicas avançadas, como amortecedores e isoladores de base, que absorvem a energia do tremor e minimizam os danos estruturais. A educação pública desempenha um papel vital, com campanhas constantes que mantêm a população informada sobre os procedimentos de segurança e kits de emergência.

A importância da vigilância contínua

Apesar da confirmação inicial de que não houve danos graves, as autoridades e a operadora da usina nuclear mantêm um estado de vigilância elevado. A Agência Meteorológica do Japão alertou a população para a possibilidade de réplicas nas próximas horas e dias, recomendando que os moradores das áreas mais afetadas permaneçam atentos e tomem precauções, como fixar móveis e evitar áreas com risco de deslizamentos de terra.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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