Novos documentos expõem detalhes da morte de Jeffrey Epstein incluindo ferimentos e tentativa de socorro

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Jeffrey Epstein Foto: Jeffrey Epstein - Foto: Reprodução Netflix

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou milhões de documentos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein no final de janeiro de 2026. Entre os arquivos estão mais de 20 fotografias inéditas do corpo do financista, capturadas logo após sua morte em 10 de agosto de 2019 no Centro Correcional Metropolitano de Nova York.

As imagens mostram Epstein sem camisa, vestindo apenas calças laranja de presidiário, deitado em uma maca com marcas visíveis no pescoço. Paramédicos aparecem tentando reanimá-lo, com equipamentos médicos conectados ao corpo.

A divulgação inclui um relatório do FBI sobre a investigação da morte, marcado como não classificado. O documento reforça a conclusão oficial de suicídio por enforcamento, apesar das especulações que surgiram na época.

Epstein enfrentava acusações de tráfico sexual de menores e conspiração quando foi encontrado inconsciente em sua cela às 6h33 da manhã, horário local de Nova York. Ele foi levado a um hospital próximo, onde foi declarado morto pouco depois.

Detalhes das imagens divulgadas

As fotografias registram o corpo de Epstein em diferentes ângulos durante os procedimentos médicos emergenciais. Algumas capturas, datadas de 6h49 da manhã de 10 de agosto de 2019, mostram profissionais de saúde pressionando o peito do financista.

Outras imagens focam no rosto e no pescoço, destacando uma linha vermelha profunda ao redor da região cervical. A mandíbula aparece fixada por um colar cervical, padrão em atendimentos de trauma.

Jeffrey Epstein
Jeffrey Epstein – Foto: Reprodução/Netflix

As fotos foram tiradas tanto na cena inicial quanto no hospital para onde Epstein foi transportado. O nome do financista consta em todas as imagens, embora com variação ortográfica em alguns registros.

Achados da autópsia incluídos nos arquivos

O relatório pós-morte descreve fraturas no cartilage tireoide do pescoço de Epstein. Essas lesões são consistentes com pressão exercida por enforcamento, segundo os examinadores médicos.

O documento também traz scans detalhados da região cervical. Os ferimentos observados nas fotos correspondem aos registros da exame necroscópico realizado na época.

A família de Epstein contratou um patologista independente para acompanhar o procedimento. As conclusões particulares alinharam-se com a versão oficial apresentada pelas autoridades.

Profissionais envolvidos no atendimento inicial aplicaram pads de desfibrilador e tubos de oxigênio. Epstein apresentava inchaço facial e corte no canto da boca nas imagens hospitalares.

Contexto da prisão e falhas identificadas

Epstein estava detido preventivamente desde julho de 2019 no presídio federal de Nova York. Ele havia sido removido do protocolo de prevenção de suicídio dias antes do incidente fatal.

Relatórios internos apontam irregularidades nas rondas dos guardas na noite anterior. Dois funcionários responsáveis pela vigilância foram posteriormente indiciados por falsificação de registros.

O financista havia tentado suicídio semanas antes, o que levou à sua colocação temporária sob observação especial. Após avaliação psicológica, a medida foi suspensa pelos responsáveis pela unidade.

O presídio enfrentava problemas crônicos de superlotação e falta de pessoal na época. Essas condições contribuíram para as falhas no monitoramento de detentos de alto risco.

Testamento assinado dias antes da morte

Dois dias antes de morrer, Epstein assinou seu último testamento em 8 de agosto de 2019. O documento direcionava toda a fortuna estimada em cerca de US$ 100 milhões para um trust criado em seu nome.

A então namorada Karyna Shuliak aparecia como principal beneficiária. Ela também receberia um diamante de 33 quilates mencionado explicitamente no registro.

O trust de 1953, referência ao ano de nascimento de Epstein, listava outras 40 pessoas como possíveis herdeiros. Os detalhes do instrumento sucessório integram a nova leva de arquivos liberados.

Investigação do FBI sobre o caso

O relatório de 23 páginas produzido pelo escritório de Nova York do FBI reconstrói os momentos finais de Epstein. Ele inclui depoimentos de funcionários prisionais e registros de câmeras internas.

A agência concluiu não haver evidências de intervenção externa na cela. As lesões observadas são compatíveis com suicídio por suspensão, conforme análise técnica.

Registros psicológicos dos dias anteriores indicam que Epstein negava intenções suicidas em avaliações. Ele mantinha contato regular com advogados e planejava sua defesa no processo.

O documento enfatiza que Epstein usou um lençol da prisão para o ato. A cela apresentava condições que permitiram a fixação do material no beliche superior.

Circunstâncias do atendimento médico

Paramédicos chegaram à cena minutos após a descoberta do corpo inconsciente. Eles iniciaram protocolos de reanimação cardiopulmonar imediatamente no local.

Epstein foi transportado às pressas para o hospital mais próximo às 6h39 da manhã. Os esforços de ressuscitação continuaram durante o trajeto e na unidade de emergência.

Médicos declararam a morte após tentativas prolongadas sem resposta cardíaca. O horário oficial do óbito foi registrado pouco depois da chegada ao hospital.

As imagens capturam esses procedimentos com detalhes clínicos. Elas servem como registro oficial dos esforços médicos realizados na ocasião.

Repercussão dos novos documentos

A liberação dos arquivos ocorreu em atendimento a lei de transparência sobre o caso Epstein. Milhões de páginas foram tornadas públicas de forma escalonada desde o início de 2026.

Alguns documentos exigiram correções posteriores devido a falhas em redações iniciais. O Departamento de Justiça retirou temporariamente materiais para proteger informações sensíveis.

O material inclui registros variados além das fotos da morte. Correspondências, relatórios financeiros e depoimentos complementam o dossiê completo.

As imagens do corpo permanecem disponíveis na versão corrigida dos arquivos. Elas reforçam os elementos já conhecidos da investigação oficial concluída anos atrás.

  • Lesões profundas no pescoço com linha vermelha contínua
  • Fraturas múltiplas no cartilage tireoide
  • Inchaço facial e corte labial visíveis
  • Equipamentos de reanimação conectados ao torso
  • Colar cervical fixando a mandíbula

Cronologia dos eventos finais

Epstein foi preso em 6 de julho de 2019 ao retornar aos Estados Unidos. Ele negou as acusações de organização de rede de exploração sexual de menores durante interrogatórios.

Uma tentativa anterior de suicídio ocorreu em 23 de julho do mesmo ano. Após o episódio, ele ficou sob vigilância constante por alguns dias.

A remoção do protocolo especial aconteceu após parecer psicológico favorável. Epstein retornou à cela comum no início de agosto.

Na madrugada de 10 de agosto, as rondas regulares não detectaram anormalidades. O corpo foi encontrado na posição vertical com lençol amarrado.

A investigação interna do presídio identificou violações de procedimento. Medidas disciplinares foram aplicadas aos agentes responsáveis pela unidade.

O caso gerou reformas no sistema penitenciário federal americano. Protocolos de prevenção de suicídio foram revisados em unidades de alta segurança.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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