Preço do petróleo oscila forte com guerra EUA-Israel-Irã e bloqueio no Estreito de Ormuz

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petróleo - pan demin/Shutterstock.com

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã provoca volatilidade extrema nos preços do petróleo, com oscilações intensas no mercado internacional nesta terça-feira. Os contratos futuros do Brent caíram até 17% para abaixo de US$ 80 por barril antes de se recuperarem acima de US$ 90, enquanto o WTI despencou 19% para menos de US$ 77 e depois subiu para cerca de US$ 89. A instabilidade decorre de relatos conflitantes sobre a segurança no Estreito de Ormuz, rota essencial para mais de 20% do suprimento global de petróleo, interrompida desde o início do conflito em 28 de fevereiro. Os preços acumulam alta superior a 20% desde o começo da guerra, o que elevou o custo da gasolina nos Estados Unidos em 50 centavos de dólar por galão.

O Estreito de Ormuz permanece bloqueado para o tráfego de petroleiros devido às tensões militares. A interrupção no fluxo de exportações de países como Iraque, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos intensifica os temores de escassez prolongada.

Um post deletado do secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, alegava que a Marinha americana havia escoltado um petroleiro pela rota, mas a Casa Branca negou a informação e atribuiu o erro a funcionários do Departamento de Energia. A secretária de imprensa Karoline Leavitt confirmou que nenhuma escolta ocorreu até o momento, embora a oferta de proteção naval continue disponível.

Volatilidade impulsiona reações em mercados globais

Os mercados acionários americanos registraram flutuações significativas. O índice S&P 500 fechou em queda de 0,21% após chegar a subir quase 1%, o Nasdaq Composite terminou estável e o Dow Jones caiu 34 pontos.

Analistas da JPMorgan Chase destacam que medidas políticas terão impacto limitado enquanto a passagem segura pelo Estreito de Ormuz não for garantida. A Casa Branca classifica o aumento nos preços de energia como fenômeno de curto prazo, com expectativa de queda após o cumprimento dos objetivos militares.

Líderes do G7 planejam reunião virtual para coordenar respostas ao abastecimento global de energia. Ministros de energia de nações industrializadas se reuniram para discutir opções, sem anúncio de liberação de reservas estratégicas de petróleo.

Conflito afeta infraestrutura energética regional

Ataques mútuos entre Irã e Israel atingiram plataformas e instalações estratégicas nos últimos dias. O Irã ameaçou impedir a saída de qualquer litro de petróleo da região até o fim dos ataques. O presidente Donald Trump advertiu que qualquer bloqueio ao Estreito de Ormuz resultaria em resposta 20 vezes mais forte.

A nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã reforçou a percepção de continuidade da linha dura em Teerã. Isso acelerou compras no mercado, com projeções de que o WTI poderia alcançar US$ 120 ou US$ 130 em curto prazo se as tensões persistirem.

O conflito já suspendeu cerca de um quinto do suprimento global de petróleo bruto e gás natural. Ataques a depósitos e instalações no Oriente Médio ampliam os riscos de interrupções prolongadas.

Opções em análise para conter escalada de preços

O governo americano avalia restrições às exportações de petróleo dos Estados Unidos, intervenções no mercado futuro e flexibilização de exigências da Jones Act. Há discussões sobre alívio em sanções ao petróleo russo para aumentar a oferta global.

A Agência Internacional de Energia foi solicitada a analisar detalhes para possível uso de reservas internacionais. O G7 indicou prontidão para medidas necessárias, incluindo liberação coordenada de estoques.

O presidente Trump descreveu o conflito como “praticamente completo” em entrevista, o que contribuiu para recuo nos preços após picos. No entanto, o Departamento de Defesa reforçou que o fim dependerá da derrota decisiva do adversário.

Impactos imediatos no consumo e na economia

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos subiu para US$ 3,48 por galão, aumento de US$ 0,58 em relação ao mês anterior. Consumidores enfrentam custos mais altos em combustível e energia.

A volatilidade reflete reações a cada declaração oficial ou desenvolvimento militar. Mercados globais permanecem sensíveis a sinais de desescalada ou prolongamento do conflito.

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