Apple decreta fim do suporte a processadores Intel no macOS 27 e remove Rosetta 2 em setembro

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MacBook Foto: MacBook - goffkein.pro / Shutterstock.com

A Apple confirmou que o macOS 27, com lançamento previsto para setembro, funcionará exclusivamente em computadores equipados com processadores da linha M baseados na arquitetura ARM. A decisão marca o encerramento definitivo do suporte aos chips da Intel nos sistemas operacionais da empresa. O movimento conclui uma transição tecnológica que começou há seis anos, quando os últimos equipamentos com a antiga arquitetura foram comercializados. Usuários de máquinas mais antigas não receberão a atualização principal.

O sistema anterior, conhecido como macOS 26 Tahoe, será a última versão a oferecer compatibilidade com o hardware da Intel. A fabricante continuará fornecendo atualizações de segurança essenciais para esses modelos por um período limitado, mas os novos recursos de software ficarão restritos aos processadores próprios. Especialistas do setor de tecnologia já aguardavam essa mudança. A medida afeta diretamente consumidores que ainda utilizam desktops e notebooks de alto desempenho lançados até o início de 2020.

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アップル – PJ マクドネル/Shutterstock.com

Fim de uma era para os computadores com arquitetura antiga

A transição para o Apple Silicon representou uma das maiores mudanças na história recente da computação pessoal. Computadores como o MacBook Pro lançado no início de 2020, o iMac 5K do mesmo ano e o Mac Pro de 2019 perderão o acesso às inovações do sistema operacional. Esses dispositivos continuarão funcionando normalmente com suas versões atuais. No entanto, a ausência de atualizações de recursos altera a dinâmica de uso corporativo. A empresa justifica a exclusividade do novo sistema pela necessidade de otimização profunda entre hardware e software.

O desenvolvimento de ferramentas avançadas exige componentes específicos que apenas os chips da série M possuem. A integração de processamento neural e eficiência energética tornou-se o pilar central da estratégia da marca. Máquinas antigas não possuem a capacidade técnica para rodar as novas funções com a fluidez exigida pelos padrões da fabricante. Consumidores corporativos que mantêm parques de máquinas baseados em Intel precisarão planejar a renovação de seus estoques. O ciclo de vida dos produtos de tecnologia segue um padrão rigoroso de evolução de componentes.

Remoção do tradutor de código impede abertura de aplicativos antigos

Uma das mudanças mais drásticas no macOS 27 é a eliminação completa do Rosetta 2. Esta ferramenta funcionava como um tradutor invisível que permitia a execução de programas criados para processadores Intel nos novos chips ARM. Sem esse recurso, qualquer aplicativo baseado na arquitetura x86 deixará de abrir imediatamente após a atualização do sistema. Desenvolvedores tiveram anos para adaptar seus códigos para a nova realidade. A imensa maioria dos softwares populares já possui versões nativas para a nova arquitetura.

Grandes empresas de software, como Adobe, Microsoft e Autodesk, realizaram a transição de seus principais produtos logo nos primeiros anos da mudança de arquitetura. O impacto da remoção do tradutor será sentido principalmente por usuários que dependem de programas de nicho ou ferramentas muito antigas que não recebem mais suporte de seus criadores. Estúdios de áudio e produtoras de vídeo frequentemente utilizam plugins legados que nunca foram reescritos para a arquitetura ARM. Esses profissionais terão que escolher entre manter o sistema operacional desatualizado ou buscar alternativas modernas no mercado. A decisão da Apple força a modernização de todo o ecossistema de software.

Lista de equipamentos compatíveis com a nova atualização do sistema

A nova versão do sistema operacional abrangerá uma ampla gama de dispositivos lançados desde a introdução do chip M1. A arquitetura unificada permite que a empresa mantenha a compatibilidade com várias gerações de seus processadores proprietários. Os usuários poderão verificar a elegibilidade de suas máquinas diretamente nas configurações do sistema. A lista oficial de computadores suportados pelo macOS 27 inclui os seguintes modelos:

  • Linha MacBook Air equipada com processadores do M1 ao M5.
  • Modelos de MacBook Pro que utilizam qualquer versão dos chips da série M.
  • Computadores de mesa iMac com processadores M1, M3 e M4.
  • Desktops compactos Mac mini com chips do M1 ao M4 Pro.
  • Estações de trabalho Mac Studio de todas as gerações lançadas.
  • Computadores de altíssimo desempenho Mac Pro com o chip M2 Ultra.

A abrangência dessa lista demonstra o compromisso da empresa em manter a longevidade de seus próprios processadores. Computadores lançados no final de 2020 ainda receberão todas as novidades de software em 2026. Essa durabilidade contrasta com o fim do suporte para as máquinas Intel mais recentes. A padronização do hardware facilita o trabalho dos engenheiros de software da companhia. O foco agora se volta inteiramente para a extração do máximo desempenho da arquitetura ARM em tarefas complexas.

Evento para desenvolvedores promete foco total em inteligência artificial

A revelação oficial de todos os detalhes do macOS 27 ocorrerá durante a conferência WWDC26, agendada para o dia 8 de junho. O evento anual reúne programadores do mundo inteiro e serve como palco para os principais anúncios de software da empresa. A expectativa do mercado gira em torno da integração profunda de ferramentas de inteligência artificial no sistema operacional. A assistente virtual Siri receberá a maior reformulação de sua história. A atualização da assistente havia sido adiada em 2024 e agora chegará com capacidades avançadas de compreensão de contexto.

Além da assistente de voz, o sistema trará novos recursos nativos para edição de fotografias utilizando processamento neural. A inteligência artificial trabalhará nos bastidores para automatizar tarefas complexas e melhorar a produtividade dos usuários. O macOS 27 atuará como uma ponte tecnológica para implementações de aprendizado de máquina. O iOS 27, voltado para dispositivos móveis, compartilhará muitas dessas inovações de processamento de dados. A estratégia visa unificar a experiência do usuário em todas as plataformas da marca de forma transparente.

Impacto no mercado corporativo e o futuro do ecossistema da marca

O encerramento do suporte aos processadores antigos gera movimentações significativas no setor corporativo. Departamentos de tecnologia da informação precisam auditar seus softwares internos para garantir que nada dependa da arquitetura x86 ou do tradutor de código. A migração impulsiona as vendas de novos equipamentos no mercado empresarial. Empresas de segurança digital também ajustam suas ferramentas de monitoramento para operar exclusivamente no novo ambiente. O mercado de tecnologia observa atentamente cada passo dessa transição de arquitetura.

A consolidação da arquitetura ARM nos computadores pessoais altera a dinâmica competitiva da indústria global de semicondutores. Outras fabricantes de computadores começam a acelerar seus próprios projetos baseados na mesma tecnologia. O objetivo é alcançar a eficiência energética demonstrada pela empresa pioneira. O sistema operacional de 2026 reflete a maturidade de um projeto de engenharia de longo prazo. A integração vertical prova ser uma vantagem competitiva considerável no desenvolvimento de hardware e software.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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