Oito sinais de alerta para o câncer cervical que toda mulher precisa conhecer

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Gravidez Maternidade Câncer Foto: Dragana Gordic/Shutterstock.com

O câncer de colo de útero representa o terceiro tipo de câncer com maior incidência entre mulheres no Brasil. Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam mais de 17 mil novos casos estimados anualmente. Especialistas reforçam que exames de rotina, principalmente o Papanicolau, reduzem significativamente o risco de desenvolver a doença. Reconhecer os sinais de alerta é fundamental para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

Sangramento vaginal fora do padrão menstrual

Sangramento vaginal incomum entre as datas de menstruação, durante ou após relações sexuais representa um sinal importante. O sangramento pode variar em intensidade, e mulheres na menopausa devem ficar atentas a qualquer perda de sangue após a cessação da menstruação. O tecido canceroso possui vasos sanguíneos frágeis que sangram com facilidade, e conforme o câncer avança, o tecido saudável também pode ser danificado e sangrar.

Outras causas de sangramento anormal incluem desequilíbrio hormonal, síndrome do ovário policístico, anomalias estruturais no útero e infecções sexualmente transmissíveis. Qualquer sangramento vaginal anormal justifica avaliação médica imediata.

Alterações no corrimento vaginal

Mudanças na cor, espessura ou odor do corrimento vaginal podem indicar problemas de saúde. O corrimento saudável apresenta-se claro ou branco, espesso, pegajoso e sem odor forte. Um tumor no colo do útero afeta o revestimento interno da vagina e interfere na produção de secreção saudável.

O câncer cervical pode causar corrimento com mau cheiro, rosado, marrom ou com sangue. A mudança de cor indica presença de sangue, enquanto alterações no odor e presença de pedaços de tecido resultam de infecção do tumor. Sangue no corrimento também pode ocorrer próximo ao período menstrual, durante ovulação ou gravidez, e odor desagradável pode sinalizar vaginose bacteriana.

Dor durante relações sexuais e desconforto pélvico

Dor ou desconforto durante o sexo constitui sintoma comum do câncer cervical. As mulheres podem experimentar dor aguda, sensação de queimação ou cólicas. Quando o colo do útero está inflamado, a pressão da atividade sexual torna-se dolorosa. Porém, dor durante relações também pode resultar de endometriose, alergia a sabonetes ou preservativos, síndrome do intestino irritável, doença inflamatória pélvica ou menopausa.

Dor lombar e pélvica entre os ossos do quadril frequentemente ocorrem durante a menstruação, mas quando surgem sem motivo aparente, podem indicar câncer cervical. Nesse caso, a dor é causada por um tumor pressionando osso, nervos ou órgãos. Dor lombar também pode resultar de má postura ou lesão muscular.

Problemas urinários e intestinais

  • Aumento da frequência urinária causado pelo tumor pressionando a bexiga localizada acima do colo do útero.
  • Presença de sangue na urina, perda de controle da bexiga e infecções persistentes do trato urinário.
  • Constipação, inchaço, vômitos, náuseas, gases e dor abdominal quando o câncer bloqueia o intestino.

Problemas urinários podem também resultar de infecções, próstata aumentada, menopausa e outras condições. Problemas intestinais frequentemente indicam outras doenças ou simplesmente alimentos que não caíram bem no organismo.

Inchaço nas pernas e perda de peso inexplicada

O câncer cervical pode se espalhar para os linfonodos da região pélvica, desenvolvendo tumores que pressionam a parede pélvica e causam dor e inchaço nas pernas. Outras causas incluem lesão, coágulos sanguíneos, má circulação, varizes, sobrepeso, gravidez, consumo excessivo de alimentos salgados ou uso de certos medicamentos.

Perda de peso inexplicada representa outro sinal a ser observado. O câncer cervical causa perda de apetite, e durante a doença, o sistema imunológico trabalha intensamente, produzindo pequenas proteínas chamadas citocinas. Esse processo faz o corpo queimar calorias mais rapidamente e decompor gordura e músculos. Porém, perda de peso inexplicada também pode significar condições de saúde mental, problemas digestivos ou outras doenças. A avaliação médica diferencia essas causas e estabelece o diagnóstico correto.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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