Sessão da Tarde exibe releitura moderna de Robin Hood com Taron Egerton e Jamie Foxx na Globo

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Sessão da Tarde - Robin Hood A Origem Foto: Sessão da Tarde - Robin Hood A Origem - reprodução

A lenda do famoso arqueiro que rouba dos ricos para dar aos pobres ganha contornos de ação frenética e figurinos estilizados na tela da televisão. A clássica história de justiça social, que atravessa gerações na literatura e no cinema, retorna com uma roupagem focada na origem do mito. A abordagem prioriza o ritmo acelerado das superproduções contemporâneas em detrimento do rigor histórico medieval.

A TV Globo exibe o longa-metragem “Robin Hood: A Origem” na Sessão da Tarde desta segunda-feira, a partir das 15h15. A obra de 2018, protagonizada pelo ator britânico Taron Egerton e pelo vencedor do Oscar Jamie Foxx, apresenta o retorno do jovem guerreiro das Cruzadas para uma Inglaterra dominada pela corrupção. Sob a direção do cineasta Otto Bathurst, o filme aposta em sequências de combate dinâmicas para narrar a formação da aliança improvável que desafia o tirano xerife de Nottingham.

Estética visual mistura elementos medievais e traços futuristas

O departamento de arte do projeto assumiu um risco criativo ao abandonar a fidelidade estrita ao século XII em favor de uma identidade visual híbrida. A equipe de cenografia e figurino estabeleceu uma regra rigorosa de divisão conceitual para a concepção do universo do filme. Essa diretriz determinou que um terço do design respeitaria a estética da época medieval. Outro terço incorporaria características contemporâneas. A parcela final traria elementos de ficção científica e tecnologia futurista.

O resultado dessa mistura transparece nas armaduras dos soldados, no arsenal utilizado pelos personagens e na arquitetura dos cenários. O figurino dos protagonistas descarta as tradicionais meias-calças e túnicas verdes. A produção substituiu essas peças por jaquetas de couro estruturadas e metais polidos que remetem a equipamentos táticos modernos de forças especiais. Essa escolha singular distanciou o projeto das adaptações anteriores e buscou atrair um público mais jovem.

A ambientação da famosa Floresta Sherwood também passou por uma reformulação completa sob essa nova ótica. Os cenários receberam um tratamento de iluminação artificial e texturas industriais que ampliam o tom estilizado da narrativa. As cenas de luta ganharam uma velocidade de execução e uma coreografia de câmera que lembram diretamente as produções de ação urbana atuais, afastando-se do compasso lento dos épicos de época tradicionais.

Bastidores enfrentaram incêndio em set e fobia do protagonista

O cronograma de filmagens precisou lidar com imprevistos graves durante a fase de produção no continente europeu. A equipe principal concentrava os trabalhos na cidade de Budapeste, capital da Hungria, quando um incêndio de grandes proporções destruiu uma parte significativa do cenário construído em estúdio. O incidente ocorreu a poucas semanas do encerramento das gravações. A emergência forçou os produtores a transferirem toda a operação rapidamente para Paris, na França.

Nenhum profissional do elenco ou da equipe técnica sofreu ferimentos durante o sinistro. O saldo positivo em relação à segurança permitiu a retomada das atividades logo após a realocação internacional. Além dos desafios logísticos causados pelo fogo, a direção precisou contornar uma limitação peculiar do ator principal nos bastidores. Taron Egerton revelou publicamente possuir um medo intenso de cavalos, o que exigiu adaptações nas sequências equestres do roteiro.

A superação desse obstáculo envolveu estratégias específicas da equipe de dublês e coordenação de animais no set de filmagem para garantir o realismo das cenas.

  • Profissionais especializados assumiram as cenas de montaria mais complexas e perigosas no lugar do protagonista.
  • A produção mobilizou mais de 70 cavalos treinados para compor as grandiosas sequências de batalha e perseguição.
  • O ator britânico focou seu treinamento físico no manuseio intenso do arco e flecha para compensar a ausência nas cavalgadas.

A declaração sobre o desconforto com os equinos ocorreu durante a turnê global de promoção do longa. O tema surgiu de forma recorrente em entrevistas coletivas, revelando o contraste entre a figura heroica do personagem e as vulnerabilidades reais do intérprete por trás das câmeras.

Disputa pelo papel principal e longa trajetória do herói no cinema

A escolha do intérprete para o lendário fora da lei movimentou os estúdios antes do início das gravações. Diversos nomes em ascensão na indústria cinematográfica realizaram testes para o cobiçado papel. Atores como Nicholas Hoult, Dylan O’Brien, Jack Reynor e Jack Huston integraram a lista final de candidatos avaliados pelos executivos. A concorrência refletia o peso de assumir uma franquia com potencial de bilheteria global.

O diretor Otto Bathurst demonstrou uma preferência inegável por Taron Egerton desde as primeiras leituras de roteiro. O ator finalizava seus compromissos com a franquia de espionagem “Kingsman: O Círculo Dourado” na mesma época. A convicção do cineasta foi tão forte que a produção concordou em adiar o início das filmagens apenas para aguardar a disponibilidade do britânico. O elenco de apoio recebeu nomes de peso, incluindo Ben Mendelsohn como o antagonista principal e Eve Hewson no papel da icônica Marian.

A presença de Robin Hood nas telas representa uma das tradições mais antigas da sétima arte. Os registros históricos apontam que a primeira adaptação cinematográfica do personagem ocorreu ainda na era do cinema mudo, no ano de 1908. O curta-metragem pioneiro, intitulado “Robin Hood and His Merry Men”, inaugurou uma longa linhagem de produções. O astro Leonardo DiCaprio atuou nos bastidores desta versão de 2018 como produtor executivo através de sua empresa, a Appian Way.

Opções de transmissão em plataformas de streaming no Brasil

A exibição na grade vespertina da televisão aberta brasileira oferece uma oportunidade acessível para o grande público acompanhar a superprodução. Contudo, os espectadores que não puderem sintonizar na emissora no horário programado possuem alternativas viáveis no ambiente digital. O mercado de vídeo sob demanda disponibiliza o longa-metragem em diferentes serviços de assinatura e locação virtual no país.

O catálogo da rede Telecine mantém a obra inclusa para seus assinantes regulares, garantindo acesso contínuo ao título em alta definição. Plataformas globais como o Prime Video e a Apple TV também oferecem o filme em seus sistemas. Nesses casos, a operação funciona no formato de aluguel digital ou compra definitiva da licença de exibição. Essa pulverização da distribuição permite que a releitura do arqueiro alcance diferentes perfis de consumidores.

A obra de 116 minutos de duração consolida a tentativa de modernizar um conto folclórico clássico para a sensibilidade do espectador atual. A narrativa prioriza a jornada de transformação de um jovem aristocrata desiludido em um símbolo de resistência popular contra a opressão do Estado. A combinação de elenco reconhecido, cenas de ação coreografadas com agilidade e uma direção de arte arrojada sustenta a proposta de entretenimento direto que caracteriza as tardes da televisão.

Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração

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