Colisão de helicópteros no Rio de Janeiro mata seis pessoas e vitima o cantor americano Oliver Tree

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Oliver Tree Foto: Oliver Tree - Spotify

Uma tragédia nos céus da Zona Oeste do Rio de Janeiro resultou na perda de seis vidas durante a manhã deste domingo (14). Duas aeronaves bateram em pleno voo na região do Recreio dos Bandeirantes, e o departamento de Polícia Civil confirmou que o artista estadunidense Oliver Tree figura entre os mortos.

O levantamento oficial das autoridades de resgate detalha que uma das aeronaves transportava cinco ocupantes no momento do choque. O segundo equipamento aéreo era conduzido apenas por um comandante, que também não resistiu aos ferimentos causados pela queda livre.

Identificação oficial dos ocupantes mortos na batida de helicópteros

Os órgãos de segurança pública do estado liberaram os nomes de todos os envolvidos que faleceram na ocorrência:

  • Oliver Tree Nickel – passageiro
  • Lucas Vignale – passageiro
  • Gaspar Prim – passageiro
  • Lucas Brito Chaves – passageiro
  • Alexandre Souza – piloto
  • Charles Marsillac – piloto

Conhecido mundialmente, o músico norte-americano acumulava uma base de fãs gigantesca, somando quase 20 milhões de admiradores em seus perfis na internet. O cantor cumpria uma agenda internacional de shows e havia passado por São Paulo no dia 6 de junho, com planejamento de viajar para a Europa e iniciar apresentações em Lisboa, capital de Portugal, no dia 1º de julho.

Os números do artista impressionavam a indústria fonográfica, registrando 11 milhões de reproduções mensais na plataforma Spotify e faixas que superavam a barreira de 700 milhões de execuções. A última atualização pública feita pelo astro ocorreu no sábado (13), através de uma fotografia no Instagram onde aparecia trabalhando dentro de um estúdio de gravação com colegas de profissão.

O comandante que viajava sozinho em um dos helicópteros foi identificado como Charles Marsillac. Pessoas próximas ao profissional relataram à imprensa que ele possuía um currículo extenso na aviação e mantinha uma postura rigorosa com a segurança, o que torna a dinâmica do choque aéreo ainda mais complexa para os investigadores.

Impacto no solo causa incêndio de grandes proporções na Avenida das Américas

Os destroços dos equipamentos despencaram diretamente sobre um estacionamento comercial focado em carros elétricos, localizado na Avenida das Américas, uma das vias mais movimentadas e vitais da região. O contato com o solo gerou explosões severas, resultando na queima total de aproximadamente 20 automóveis que estavam parados no terreno.

Os primeiros relatos fornecidos pelo Corpo de Bombeiros apontam que o contato físico entre as máquinas voadoras aconteceu nas alturas, antes da perda de sustentação. O cenário encontrado pelas equipes de emergência foi de devastação extrema, exigindo um combate rápido às chamas para evitar que o fogo se espalhasse para construções vizinhas em uma área densamente povoada.

A responsabilidade pela apuração criminal do caso ficou a cargo da 42ª Delegacia de Polícia, situada no próprio bairro do Recreio. Os investigadores civis já requisitaram exames periciais detalhados no terreno para tentar compreender os fatores que levaram ao cruzamento fatal das rotas.

O perímetro do desastre segue isolado por tempo indeterminado, contando com uma força-tarefa de múltiplas agências. Profissionais da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), agentes de limpeza da Comlurb, bombeiros militares e policiais do 31º BPM trabalham em conjunto para garantir a segurança da área e organizar o trânsito local.

O comando da Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o envio imediato de especialistas ao endereço da queda. Nos primeiros momentos da intervenção, os militares aplicaram protocolos internacionais de isolamento para garantir que nenhuma peça fundamental fosse removida antes da análise técnica.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) assumiu a liderança técnica da ocorrência. Agentes lotados no Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), baseados na capital fluminense, já começaram a mapear os destroços das aeronaves registradas sob os prefixos PP-MAC e PR-DJJ.

Esta etapa primária de trabalho consiste em fotografar o cenário, recolher componentes mecânicos críticos e entrevistar possíveis testemunhas oculares. O objetivo dos peritos federais não é apontar culpados, mas sim entender as falhas operacionais para evitar que novos choques ocorram no espaço aéreo brasileiro.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu uma nota de pesar sobre a tragédia urbana. O órgão regulador destacou que está levantando todo o histórico de manutenção dos helicópteros e a validade das licenças dos comandantes, fornecendo suporte documental aos investigadores do Cenipa.

Além de prestar solidariedade às famílias enlutadas, a agência federal aproveitou o momento para fazer um alerta público. A instituição reforçou que os clientes de táxi aéreo e voos panorâmicos devem sempre consultar os sistemas do governo para checar se a empresa contratada possui autorização legal para operar de forma segura.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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