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Quase afogamento de aluno deficiente em piscina escolar leva mãe a processar distrito na Califórnia

Piscina
Foto: Piscina - Dontree_M/ shutterstock.com
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Um garoto de quatro anos com severas deficiências esteve à beira do afogamento após ser supostamente abandonado sem supervisão pela equipe da Lincoln Elementary School, em Ontario. O incidente resultou em uma ação judicial apresentada à Justiça de San Bernardino.

O menino foi transportado de helicóptero para um hospital, onde precisou de atendimento de emergência. Ele havia sido encontrado inconsciente e de bruços dentro da piscina da instituição de ensino.

Atualmente, Monica Leiva, mãe do garoto, move um processo contra o Ontario-Montclair School District. A acusação principal é que funcionários teriam deixado a criança sozinha perto de duas piscinas, levando ao quase afogamento.

O filho de Monica, cujo nome é J.M. na petição judicial, possui condições como autismo, ausência de fala, espinha bífida e hidrocefalia. Seu plano educacional individualizado exigia a presença constante de um profissional em tempo integral.

Na terça-feira, 12 de dezembro, o aluno, no entanto, foi encontrado sem supervisão perto das piscinas da Lincoln Elementary School, em Ontario. O processo detalha que ele não utilizava nenhum equipamento de flutuação.

Durante esse período, a criança teria acessado uma das piscinas e, por pouco, não veio a óbito, conforme relatado nos documentos legais.

“Este é o pesadelo de todo pai e mãe”, declarou o advogado da família, Robert Glassman, em um comunicado. Ele acrescentou: “Uma criança com necessidades complexas foi abandonada em um local de risco, quando deveria ter supervisão contínua. É uma falha catastrófica.”

Justiça, martelo
Justiça, martelo – Brian A Jackson/shutterstock.com

Uma representante do distrito escolar afirmou na quinta-feira que não está autorizada a comentar sobre litígios judiciais em curso.

Em um depoimento prestado à Polícia de Ontario, uma auxiliar de ensino admitiu ter se ausentado do lado do menino por aproximadamente dez minutos. Ela afirmou ter começado a ouvir gritos chamando por ele logo depois, segundo o relatório policial anexado ao processo.

A professora do garoto relatou aos investigadores que ele não consegue mover as pernas abaixo dos joelhos, locomovendo-se arrastando ou puxando o corpo. Ela reconheceu que deveria estar presente com ele o tempo todo, mas estava na sala de aula no momento do incidente.

Após ser submetido a primeiros socorros que o salvaram, o distrito escolar mudou o garoto para outra instituição, sem o consentimento ou conhecimento de sua mãe, conforme a denúncia. A petição entende essa atitude como uma tentativa de resolver a situação de forma discreta, evitando admitir publicamente as falhas que resultaram no quase afogamento de J.M. A mãe havia previamente comunicado à escola e ao distrito que o filho não tinha autorização para participar de atividades aquáticas. Depois do ocorrido, J.M. demonstrou diminuição em suas funções cognitivas, desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático e agora manifesta medo intenso durante o banho, uma atividade que antes apreciava. Monica Leiva exige do distrito responsabilidade por negligência e pelas condições inseguras das instalações, buscando compensação por gastos médicos, sofrimento emocional e outras reparações legais.

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