Argentina vira sobre a Inglaterra com brilho de Messi e vai à final da Copa de 2026

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Messi e Argentina - Photo by Carl Recine/Getty Images Foto: Messi e Argentina - Photo by Carl Recine/Getty Images

A equipe nacional da Argentina garantiu seu passaporte para a grande decisão do torneio mundial de futebol de 2026 após protagonizar uma recuperação histórica dentro de campo. Jogando na cidade de Atlanta, na última quarta-feira, 26 de junho, o esquadrão comandado por Lionel Scaloni derrotou o selecionado da Inglaterra pelo placar de 2 a 1. O triunfo épico credencia os sul-americanos para o embate derradeiro diante da Espanha, agendado para o próximo domingo, às 16h, na região de Nova Jersey. Esta classificação marca a sétima vez que o país disputará a taça máxima do esporte, mantendo vivo o sonho de levantar o quarto caneco de sua história.

O clássico intercontinental carregou o peso de décadas de rivalidade e entregou um espetáculo de alta tensão para os torcedores presentes nas arquibancadas norte-americanas. Os europeus chegaram a assustar ao inaugurar o marcador logo no início da etapa complementar, graças a uma finalização precisa de Gordon. A vantagem no placar, no entanto, fez com que o time britânico recuasse excessivamente suas linhas de marcação, convidando o adversário para o seu campo de defesa. A estratégia custou caro, pois os argentinos intensificaram o volume ofensivo até encontrarem os caminhos para balançar as redes duas vezes na reta final do embate.

Dificuldades na criação de jogadas marcam a etapa inicial do clássico

Durante os primeiros quarenta e cinco minutos de bola rolando, o nível técnico apresentado pelas duas potências ficou muito abaixo das expectativas do público que lotou o estádio. A única jogada que exigiu alguma atenção ocorreu aos 32 minutos, quando o zagueiro inglês Stones conseguiu um cabeceio após cobrança de falta, mas sem levar perigo real à meta adversária. Esse cenário de escassez criativa evidenciou o forte bloqueio imposto pelos sistemas defensivos de ambos os lados, travando qualquer avanço mais agudo.

O clima truncado refletiu-se diretamente nas estatísticas disciplinares antes do intervalo, com o apito soando repetidas vezes para paralisar o andamento do jogo. Os atletas sul-americanos cometeram doze infrações, enquanto os representantes do Velho Continente pararam as jogadas de forma irregular em sete oportunidades. O juiz Ismail Elfath precisou intervir com advertências, aplicando cartões amarelos para Elliot Anderson, que derrubou Lionel Messi, e para Lisandro Martínez, punido por uma entrada dura em Morgan Rogers. O saldo do primeiro tempo resumiu-se a apenas três arremates no total, nenhum deles na direção correta do gol.

Mudança de postura e a construção da virada sul-americana

O retorno dos vestiários trouxe uma dinâmica completamente diferente para o gramado, com lances de perigo surgindo desde os primeiros instantes. Julian Álvarez testou os reflexos do goleiro Pickford com um chute forte de dentro da grande área, sinalizando que a intensidade da partida havia mudado de patamar. Pouco tempo depois, um passe longo encontrou Rogers, que teve tranquilidade para cruzar na medida e encontrar Gordon nas costas de Molina, inaugurando o marcador aos 9 minutos.

A desvantagem no placar serviu como um combustível imediato para a esquadra albiceleste, que passou a sufocar a saída de bola britânica sem dar espaço para respiro. O goleiro inglês precisou trabalhar em uma tentativa perigosa de Nico González, enquanto Mac Allister viu sua finalização parar caprichosamente na trave. A persistência rendeu frutos aos 40 minutos, quando Enzo Fernández aproveitou a sobra de uma cobrança de escanteio e desferiu um chute indefensável para empatar o duelo.

O momento de instabilidade do adversário foi perfeitamente explorado para consolidar o triunfo em um intervalo de tempo curtíssimo. Aos 46 minutos, a genialidade do camisa 10 argentino apareceu pelo lado direito do ataque, resultando em um cruzamento perfeito para o centro da área. Lautaro Martínez demonstrou puro instinto de artilheiro ao completar para o fundo das redes, decretando o 2 a 1 e explodindo a torcida em Atlanta.

Principais momentos que definiram o rumo da semifinal

A reta final do confronto concentrou as emoções mais intensas de toda a campanha das duas seleções no torneio mundial. A sucessão de eventos nos últimos minutos ilustra perfeitamente a capacidade de reação do time vencedor diante de um cenário que parecia perdido.

  • Aos 9 minutos do segundo tempo, Gordon aproveita falha de posicionamento da defesa e coloca os europeus em vantagem.
  • Mac Allister acerta o poste da meta defendida por Pickford, aumentando o drama da equipe que buscava o empate a todo custo.
  • Enzo Fernández iguala o marcador aos 40 minutos com um chute preciso após intensa pressão na bola parada.
  • Lautaro Martínez vira o jogo aos 46 minutos, aproveitando assistência magistral vinda do corredor direito do ataque.

Esses seis minutos de apagão defensivo da Inglaterra foram suficientes para que a Argentina transformasse uma eliminação iminente em uma classificação histórica. A capacidade de manter a organização tática mesmo sob pressão do relógio provou ser o diferencial da equipe sul-americana.

O contraste de desempenho entre as principais estrelas do futebol mundial

A performance individual do capitão argentino ganhou contornos épicos, rendendo elogios até mesmo da entidade máxima do esporte, que comparou seus movimentos aos lances históricos de Diego Maradona na edição de 1986. Mesmo sem registrar gols nas últimas duas apresentações, sua visão de jogo foi o pilar da construção ofensiva que desmoronou a retranca europeia. O passe decisivo para o gol da vitória, executado após mais de cem minutos de desgaste físico intenso, reforça seu status como maestro incontestável da atual geração.

No lado oposto do campo, as grandes esperanças da torcida inglesa entregaram uma atuação extremamente discreta e distante do nível exigido em uma semifinal de Copa do Mundo. Harry Kane e Jude Bellingham passaram praticamente despercebidos pelo forte sistema de marcação adversário, sem conseguir incomodar o goleiro Dibu Martínez em nenhum momento agudo. O centroavante britânico limitou-se a um único arremate durante todo o embate, que acabou facilmente bloqueado pela zaga antes de chegar ao alvo.

As únicas notas positivas para o conjunto derrotado vieram de peças menos badaladas antes do apito inicial. Além de Gordon, responsável por balançar as redes, o defensor Spence entregou uma partida de altíssimo nível, chegando a evitar um gol certo dos sul-americanos em cima da linha fatal. A imagem do jogador desabando no gramado após o encerramento ilustrou a frustração de um país que aguarda há seis décadas por uma nova presença em decisões mundiais.

Comando técnico e a busca por marcas históricas no esporte

A arquitetura desta classificação passa diretamente pelas escolhas do treinador Lionel Scaloni, que surpreendeu os analistas ao sacar De Paul para promover a entrada de Giuliano Simeone na formação inicial. A equipe demonstrou maturidade tática para não se desorganizar após sofrer o gol, mantendo a posse de bola e girando o jogo até encontrar as brechas necessárias na defesa rival. O repertório de jogadas ensaiadas e a paciência para furar o bloqueio evidenciam o trabalho consolidado da comissão técnica ao longo dos últimos anos.

O comandante sul-americano agora se encontra diante da possibilidade real de gravar seu nome em um patamar raríssimo da história do futebol internacional. Tendo conquistado o troféu máximo no Catar em 2022, uma vitória sobre a Espanha no próximo domingo o colocará ao lado do lendário Vittorio Pozzo. O italiano é, até os dias de hoje, o único profissional a faturar dois mundiais consecutivos como treinador, feito alcançado nas longínquas edições de 1934 e 1938.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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