Setor de motocicletas avança no Brasil com alta de 14,1% no 1º semestre de 2026Por Janderson Luiz
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O mercado de motocicletas no Brasil demonstrou um vigoroso crescimento durante o primeiro semestre de 2026. Dados divulgados pela Fenabrave, federação que reúne os distribuidores de veículos, revelam que mais de 1,17 milhão de motos 0 km foram emplacadas no país entre janeiro e junho deste ano. Esse volume representa um aumento significativo de 14,1% em comparação com o mesmo período de 2025, solidificando um momento de expansão contínua para o segmento.
Mercado de motos brasileiro registra crescimento robusto
O Brasil registrou o emplacamento de 1.174.459 motocicletas nos primeiros seis meses de 2026. Em contraste, no período similar do ano anterior, foram 1.029.291 unidades licenciadas, o que evidencia a aceleração do setor. Essa ascensão é impulsionada por diversos fatores, incluindo a crescente demanda por soluções de mobilidade mais econômicas e a expansão dos serviços de entrega, que utilizam a motocicleta como ferramenta de trabalho essencial em grandes e pequenas cidades.
A facilidade de acesso a financiamentos e a busca por alternativas ao transporte público, especialmente em centros urbanos com trânsito intenso, contribuem para esse cenário favorável. Além disso, a preferência por veículos de menor custo de manutenção e consumo tem atraído um novo perfil de consumidor, garantindo um ritmo acelerado de vendas em todo o território nacional.
Liderança incontestável da Honda e a forte concorrência
A Honda mantém sua posição dominante no mercado de motocicletas brasileiro, solidificando sua liderança com números expressivos. A fabricante japonesa alcançou 771.943 emplacamentos na primeira metade do ano, o que representa uma esmagadora participação de 65,73% do mercado. Sua ampla rede de concessionárias, a reputação de confiabilidade e um portfólio diversificado de modelos para diferentes públicos são pilares fundamentais para essa hegemonia.
Na segunda posição, a Yamaha registrou 160.937 unidades vendidas, conquistando 13,70% de participação. O terceiro lugar ficou com a Shineray, que emplacou 73.669 motos e garantiu 6,27% do segmento. A Mottu, impulsionada pelas vendas de sua Sport 110i, voltada para o aluguel a entregadores, assegurou a quarta posição com 55.590 unidades e 4,73% de market share, destacando o impacto do setor de delivery no mercado.
Disputa acirrada entre fabricantes emergentes no segmento
Fora do top 5, a disputa por espaço no mercado mostra-se cada vez mais intensa. A Avelloz, que ocupa a quinta posição com 18.853 motocicletas (1,61%), demonstra o interesse dos consumidores por outras opções. Logo em seguida, a Bajaj surge na sexta colocação, com 17.996 unidades vendidas, travando uma concorrência apertada com a Royal Enfield, que registrou 17.138 motos emplacadas.
Essa proximidade nos números de vendas entre Bajaj e Royal Enfield reflete a busca dos consumidores por modelos com propostas diferenciadas, como as motocicletas de estilo retrô ou de maior cilindrada que estas marcas oferecem. Haojue, Triumph e BMW também figuram entre as dez marcas com maior volume de emplacamentos no semestre, evidenciando a diversificação e o dinamismo do cenário de duas rodas no Brasil.
As dez marcas mais vendidas no primeiro semestre de 2026
Os resultados do primeiro semestre de 2026 consolidam as posições das principais fabricantes de motocicletas no país. A lista abaixo detalha as dez marcas com maior volume de emplacamentos:
- 1º HONDA: 771.943 unidades (65,73% de participação)
- 2º YAMAHA: 160.937 unidades (13,70% de participação)
- 3º SHINERAY: 73.669 unidades (6,27% de participação)
- 4º MOTTU: 55.590 unidades (4,73% de participação)
- 5º AVELLOZ: 18.853 unidades (1,61% de participação)
- 6º BAJAJ: 17.996 unidades (1,53% de participação)
- 7º ROYAL ENFIELD: 17.138 unidades (1,46% de participação)
- 8º HAOJUE: 13.807 unidades (1,18% de participação)
- 9º TRIUMPH: 7.012 unidades (0,60% de participação)
- 10º BMW: 6.907 unidades (0,59% de participação)
Modelos de motocicletas mais procurados pelos consumidores
A liderança entre os modelos de motocicletas vendidos no Brasil continua a ser amplamente dominada pela Honda CG 160. Este modelo, conhecido por sua robustez e versatilidade, acumulou impressionantes 260.248 unidades emplacadas no semestre, reafirmando sua preferência entre os motociclistas brasileiros. A durabilidade e o baixo custo de manutenção são fatores-chave para sua popularidade duradoura.
Na segunda posição, a Honda Biz, com 136.782 unidades, se destaca como uma escolha prática para o dia a dia, especialmente para o público feminino e para quem busca agilidade no trânsito urbano. Em seguida, a Honda Pop 110i garantiu o terceiro lugar com 121.556 exemplares, consolidando a forte presença da fabricante japonesa nas primeiras posições. A Honda NXR 160 Bros também mantém uma posição de destaque, com 98.744 unidades, ideal para quem busca um modelo mais aventureiro para o uso misto, urbano e rural.
Ranking dos modelos de motos com maior volume de vendas
A predominância da Honda entre os modelos mais vendidos é inegável, ocupando grande parte do top 10. No entanto, outros fabricantes também conseguem emplacar seus veículos entre as preferências dos consumidores brasileiros, como a Mottu, que se beneficia de seu modelo voltado ao aluguel.
- 1º HONDA/CG 160: 260.248 unidades
- 2º HONDA/BIZ: 136.782 unidades
- 3º HONDA/POP 110I: 121.556 unidades
- 4º HONDA/NXR160: 98.744 unidades
- 5º MOTTU/SPORT 110I: 55.590 unidades
- 6º YAMAHA/YBR 150: 38.961 unidades
- 7º HONDA/CB 300F: 33.917 unidades
- 8º HONDA/XRE 190: 27.381 unidades
- 9º HONDA/PCX 160: 27.267 unidades
- 10º YAMAHA/FAZER 250: 21.506 unidades
O mercado de motocicletas no Brasil continua a ser um termômetro importante da economia e das necessidades de mobilidade da população. O crescimento observado no primeiro semestre de 2026 aponta para a consolidação da moto como um veículo essencial, tanto para o trabalho quanto para o lazer, e a disputa entre marcas promete manter o setor aquecido nos próximos meses. A dominância da Honda, aliada à ascensão de novos players e a forte demanda por modelos específicos, desenha um cenário dinâmico e com perspectivas positivas para o futuro.







