Secretaria de SP investiga creche e pode descredenciar após morte de bebê
A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo iniciou um processo administrativo para apurar o falecimento de um bebê de 1 ano e 4 meses. A criança, identificada como Abdoulaye Dieng, morreu no Centro de Educação Infantil (CEI) Luz do Brás, localizado na Mooca, zona leste da capital paulista. A pasta considera descredenciar a organização responsável pela instituição, o que resultaria na perda da autorização para operar e oferecer serviços educacionais.
Processo administrativo detalha responsabilidades da organização
O processo administrativo, conduzido pela Secretaria de Educação, visa detalhar as circunstâncias que levaram à fatalidade. Esta apuração interna pode resultar em sanções diversas contra a entidade gestora da creche. Entre as possíveis penalidades, a secretaria tem autonomia para aplicar desde advertências formais até o descredenciamento completo, inviabilizando a continuidade dos serviços prestados pela organização parceira.
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Polícia Civil segue com inquérito para apurar causas do falecimento
Paralelamente à investigação interna da Secretaria, a Polícia Civil de São Paulo mantém um inquérito em andamento. O objetivo da apuração policial é esclarecer as causas exatas da morte do bebê Abdoulaye Dieng. Enquanto o processo administrativo foca na conformidade e nas responsabilidades contratuais da creche conveniada com a prefeitura, a investigação da Polícia Civil busca elementos que possam configurar eventual crime, como negligência ou outras infrações graves que culminaram no óbito.

Entenda as implicações do descredenciamento para a instituição
Caso a decisão de descredenciamento seja confirmada, a organização que administra o CEI Luz do Brás perderá definitivamente o direito de atuar como parceira da rede municipal de ensino. Isso implica na interrupção do convênio e de qualquer repasse de verbas públicas para a manutenção da unidade. O descredenciamento é uma das mais severas sanções aplicadas pela Secretaria.
- Interrupção imediata de repasses financeiros públicos;
- Perda da autorização para operar com recursos municipais;
- Necessidade de realocar as crianças matriculadas para outras instituições da rede;
- Dano à reputação da organização gestora, impactando futuras parcerias e atividades.
Próximos passos e a expectativa por respostas no caso
A comunidade local na Mooca acompanha de perto o desenrolar das investigações. A família de Abdoulaye Dieng espera por respostas rápidas e rigorosas das autoridades, buscando justiça para o falecimento da criança. Os prazos para a conclusão do processo administrativo da Secretaria de Educação e do inquérito da Polícia Civil ainda não foram divulgados oficialmente. Ambos os órgãos seguem trabalhando para elucidar todos os fatos relacionados ao trágico evento.

















