Descoberta em El Salvador revela restos humanos de 850 a.C. sob cinzas vulcânicas

3 min de leitura
Arqueólogos Foto: Arqueólogos - Microgen/ shutterstock.com

Pesquisadores em El Salvador desenterraram vestígios humanos com idade estimada em quase 3.000 anos, conforme comunicado do Ministério da Cultura. A descoberta ocorreu em 2 de julho, um marco para a compreensão da história pré-hispânica da região da Mesoamérica e suas populações antigas.

A localização inicial dos vestígios foi um sítio funerário em Antiguo Cuscatlan, subúrbio de San Salvador. Estimativas apontam que o material remonta a aproximadamente 850 a.C., informação confirmada pelo ministério, que também liberou fotos do achado.

No interior da cova, foi encontrado um pequeno vaso de cerâmica, característico do estilo Usulutan, com o formato de uma tartaruga marinha. Além disso, a equipe identificou resquícios de ramos de mandioca, que foram conservados por camadas de cinzas vulcânicas acumuladas ao longo de distintos períodos.

A posição dos restos humanos era de bruços, e eles passarão por datação por radiocarbono para precisar sua idade. Adicionalmente, uma análise de DNA será executada com o objetivo de identificar o sexo do indivíduo.

Em comunicado, o Ministério da Cultura afirmou que “essa descoberta poderá se tornar um dos sepultamentos pré-hispânicos mais antigos da Mesoamérica e fornecerá novas informações sobre as populações que habitaram essa região há mais de dois mil anos”. A declaração foi feita em uma publicação nas redes sociais, que incluía um vídeo dos arqueólogos no trabalho.

O ministério indicou ainda que a área da escavação pode abrigar outras sepulturas, parecidas com as que foram descobertas no sítio arqueológico de Chalchuapa, situado no oeste de El Salvador. Nesse local, na década de 1970, arqueólogos encontraram os vestígios de 33 indivíduos.

Em Chalchuapa, o achado consistiu em 26 esqueletos completos, quatro parciais e três crânios separados. Uma parte significativa desses restos estava de bruços, com mãos e pés amarrados, e outros mostravam evidências de mutilação ou decapitação.

Em outra investigação, ocorrida no ano passado, arqueólogos na Guatemala anunciaram a descoberta de um altar antigo em uma área de selva. A estrutura era, ao que parece, utilizada para rituais de sacrifício humano, “especialmente de crianças”.

No ano de 2015, no Brasil, cientistas divulgaram a localização de evidências de decapitação humana que possuem mais de 9.000 anos. Esse registro é considerado o mais antigo identificado até hoje no Novo Mundo.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

Notícias relacionadas