Ventos intensos no Rio Grande do Sul causam morte, cinco feridos e estragos em 118 municípios

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ciclone Foto: ciclone - Jonah Lange/Shutterstock.com

Os fortes ventos registrados no estado do Rio Grande do Sul, decorrentes da passagem de um ciclone-bomba em 6 de agosto de 2026, provocaram uma fatalidade, deixaram cinco pessoas feridas e causaram danos em 118 cidades gaúchas.

A Defesa Civil estadual esclareceu que os prejuízos são resultado da combinação de um ciclone-bomba e de uma frente fria que atua na região, caracterizando-se como um evento meteorológico complexo.

A morte ocorreu na cidade de Montenegro, onde um motociclista foi atingido pela queda de uma árvore enquanto transitava pela rodovia RS-124.

O órgão de defesa civil correlacionou o incidente fatal ao alerta meteorológico número 12, divulgado em 4 de agosto de 2026, que previa tempestades com rajadas de vento superiores a 90 km/h e ocorrência de granizo.

Em Montenegro, três indivíduos ficaram feridos em consequência de destelhamentos. Já em Novo Hamburgo, a cidade registrou o maior número de ocorrências do tipo, com 120 destelhamentos documentados.

Ainda em Novo Hamburgo, um motociclista sofreu ferimentos ao se enroscar em fios. Em Pedro Osório, um militar foi atingido por um estilhaço de para-brisa, também em decorrência dos fenômenos climáticos.

No total, 118 municípios relataram incidentes, majoritariamente causados pelos ventos e pela queda de granizo. A velocidade média dos ventos alcançou 120 km/h.

Essas informações foram detalhadas pela Defesa Civil em uma coletiva de imprensa realizada na manhã de 7 de agosto de 2026.

A agência informou que alertas foram emitidos para as áreas afetadas, com um aviso de severidade máxima para Porto Alegre e seus arredores. Além disso, foi ressaltado que o tornado visto em Pedro Osório pode não ser um caso isolado, já que o estado é considerado um “corredor de tornados”.

Previsão do tempo para os próximos dias

O Climatempo indicou que o afastamento do ciclone extratropical intenso, formado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, ocorreu na noite de 6 de agosto de 2026. A partir de 7 de agosto de 2026, a pressão atmosférica deve continuar a diminuir, mas com impacto restrito ao alto-mar.

A frente fria, no entanto, continua avançando sobre a região Sul do país. Há previsão de pancadas de chuva, temporais isolados, raios e rajadas de vento no Paraná, em Santa Catarina e em áreas do Norte, Sudeste e litoral gaúcho. As rajadas podem variar entre 50 e 70 km/h.

No decorrer do dia, as condições climáticas devem se estabilizar e permanecer firmes na maior parte da região.

O que é o fenômeno ciclone-bomba

Popularmente conhecido como ciclone-bomba, o fenômeno é tecnicamente descrito como a formação de um ciclone extratropical de alta intensidade.

Designado por ciclogênese explosiva ou bombogênese, o ciclone-bomba ocorre quando um sistema de baixa pressão atmosférica se intensifica de maneira extremamente rápida. O nome “bomba” se deve à sua origem explosiva.

Para ser classificado dessa forma, a pressão central do sistema atmosférico precisa cair pelo menos 24 milibares em um período de 24 horas. Esse processo é mais comum em regiões de latitudes elevadas, onde massas de ar muito frio encontram massas de ar mais quentes.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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