Marroquino é detido no Paraná após aplicar golpe e abandonar mulheres em rodoviária
Um homem de origem marroquina, suspeito de enganar e depois deixar duas conterrâneas em uma rodoviária no norte do Paraná, foi detido em Cornélio Procópio.
A prisão preventiva do indivíduo, cujo nome não foi oficialmente revelado, ocorreu em 11 de julho. A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) informou que, segundo dados da Polícia Federal, a documentação do suspeito no Brasil está em situação regular.
As autoridades investigam acusações de estelionato, lesão corporal e dano, conforme detalhou o delegado Adriano Diogo.
A investigação aponta que as duas vítimas foram abandonadas pelo homem em uma rodoviária da cidade, logo após entregarem-lhe dinheiro. O valor seria para um serviço que ele prometeu para regularizar a permanência delas no país, explorando a vulnerabilidade de estrangeiras com visto de turista.
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O inquérito policial ainda está em andamento.
Detalhes sobre a investigação do caso de estelionato e abandono
O delegado Adriano Diogo explicou que as duas mulheres, após chegarem ao Brasil, estavam em um centro de acolhimento em São Paulo. Elas estabeleceram contato com o suspeito por meio de plataformas digitais, onde ele se ofereceu para auxiliar na regularização de sua situação no território nacional. Uma das vítimas, de 27 anos, possuía apenas um visto de turista com prazo de 90 dias.
Durante as conversas, o suspeito sugeriu que as mulheres e suas crianças deveriam se mudar para Cornélio Procópio, alegando que a cidade oferecia melhores condições de vida.
Quando já estavam instaladas na cidade, em uma casa alugada pelo próprio suspeito, as mulheres efetuaram os pagamentos pelo suposto serviço. Em seguida, foram deixadas na rodoviária.
A denúncia foi apresentada por uma das vítimas, que conseguiu sair do veículo durante o trajeto para a rodoviária e alertar a Polícia Militar. Há também relatos de que, antes do abandono, ela e seu filho foram agredidos pelo investigado ao questionar suas ações.
“Os depoimentos foram uníssonos, descrevendo praticamente os mesmos fatos relacionados à conduta do investigado, razão pela qual ele será acusado pelos crimes”, afirmou Adriano.
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Após serem acolhidas, as mulheres e as crianças – uma menina de um ano e dois meninos, de três e sete anos – foram encaminhadas para um abrigo municipal em Cornélio Procópio, onde recebem assistência psicossocial.
O que o suspeito alegou em seu depoimento à polícia
Em seu depoimento às autoridades, o homem negou todas as acusações. Ele argumentou que sua intenção era apenas ajudar as mulheres, que, segundo ele, estariam em situação de rua e passando fome na capital paulista.
“Ele alegou que, na verdade, uma delas, irmã de um amigo, solicitou ajuda para vir para o Paraná, e inclusive apresentou documentos e comprovantes de pagamentos que ele teria feito para as passagens delas. Contudo, a versão dele apresenta muitas inconsistências. Ele insiste que queria ajudar, mas a forma como as tratou contradiz totalmente essa afirmação”, detalhou o delegado.
O suspeito também justificou a saída das mulheres da residência afirmando que o proprietário do imóvel havia solicitado a desocupação do local.

















