Possível greve de bancos em 20 de agosto pode impactar serviços no paísPor Luís Henrique Costa
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A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) anunciou a aprovação de uma possível paralisação nacional dos bancários para 20 de agosto.
A medida foi validada por meio de assembleias conduzidas por diversos sindicatos em todo o Brasil. De acordo com a entidade, mais de 50 mil profissionais do setor financeiro foram ouvidos, com 90% manifestando apoio à proposta de greve.
A interrupção dos serviços está programada para durar 24 horas, como uma resposta direta à proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante a sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada da categoria, realizada em 13 de agosto.
A campanha busca reajustes salariais que superem a inflação, aumento no número de contratações, aprimoramento das condições de trabalho, e a promoção da igualdade de oportunidades para mulheres, negros, indígenas, pessoas com deficiência (PCD) e a comunidade LGBTQIA+. Além disso, a Contraf-CUT reivindica maior qualificação para mulheres na área de tecnologia.
As reivindicações foram oficialmente entregues à Fenaban em 24 de junho, com a primeira rodada de negociações tendo início em 02 de julho. Uma nova reunião entre as entidades está agendada para 18 de agosto, buscando um avanço nas discussões.
Em outras assembleias recentes, os sindicatos também rejeitaram, com 97% de aprovação, as sugestões feitas pela Fenaban na reunião de 13 de agosto. As propostas incluíam o congelamento do piso de ingresso para novos bancários e a divisão do reajuste salarial em três faixas distintas.
A Contraf-CUT também recusou a sugestão da Fenaban de diminuir os valores do vale-refeição e do vale-alimentação para a categoria em cidades do interior. A Fenaban justificou a proposta alegando um custo de vida reduzido nessas localidades.
Por volta das 11h, a Contraf-CUT informou em suas redes sociais sobre um pedido da Fenaban para que as negociações fossem pausadas, após receber os resultados das assembleias.
A Fenaban não se pronunciou sobre o andamento das discussões ou a potencial paralisação dos bancários até o fechamento desta publicação.
Como a paralisação pode alterar o funcionamento das agências bancárias
Caso as entidades não consigam chegar a um consenso até 19 de agosto, a paralisação programada para 20 de agosto deverá impactar o funcionamento das agências bancárias em todo o território nacional.
O atendimento presencial nas unidades bancárias poderá ser reduzido ou completamente interrompido, mas os canais digitais das instituições financeiras seguirão operando normalmente.
Serviços essenciais como Pix, transferências, consultas de saldos e extratos continuarão disponíveis pelos aplicativos dos bancos. As operações de autoatendimento em caixas eletrônicos, incluindo saques e depósitos por envelope, também permanecerão em funcionamento. Pagamentos de boletos e faturas poderão ser realizados pelos canais eletrônicos.
É fundamental que os clientes permaneçam atentos aos prazos de vencimento de suas contas, pois a greve não elimina a obrigação de efetuar os pagamentos. Juros e multas podem ser aplicados sobre débitos em atraso durante ou após o período de paralisação.







