A Toyota já determinou a data de chegada da nova Hilux, que será produzida na Argentina e entregue aos concessionários vizinhos a partir de dezembro de 2026. Este cronograma inicial prevê a introdução de uma versão totalmente elétrica, uma híbrida leve e também a nova SW4 ao longo de 2027.
Estas informações foram divulgadas pela divisão argentina da montadora durante um encontro recente com seus principais concessionários locais. Como a fábrica de Zárate é responsável por abastecer os mercados do Brasil e de outros países da América Latina com as picapes Hilux e os SUVs SW4, a programação oferece um indicativo claro dos próximos passos para a região. No Brasil, inclusive, protótipos da picape já estão em fase de testes de homologação há meses.
Principais características da nova Hilux que mudam e as que permanecem
Apesar de a Toyota apresentar o modelo como uma nova geração, a próxima Hilux não representa uma ruptura completa com a versão atual. A plataforma de 2015 será mantida, conservando o entre-eixos de 3,08 metros e grande parte da estrutura da cabine. As principais inovações estarão concentradas no design externo, no interior, nos equipamentos e nas opções de motorização.
No exterior, a transformação é significativa, distanciando-se bastante do modelo atual. A dianteira foi redesenhada com faróis mais finos, um capô mais elevado e uma grade totalmente nova. As configurações a combustão incorporarão elementos na grade que remetem ao Corolla Cross e ao novo RAV4. Já a versão elétrica apresentará para-choques e grade mais fechados, adaptados à menor necessidade de refrigeração de um motor elétrico em comparação com o diesel.
As dimensões gerais do veículo permaneceram praticamente as mesmas da geração anterior, com cerca de 5,32 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,84 metro de altura, além do mesmo entre-eixos. A percepção de uma picape maior se deve, principalmente, às novas proporções da carroceria, que ganhou uma linha de cintura mais alta e formas mais quadradas.
A maior evolução será percebida no habitáculo, com a Toyota redesenhando completamente o painel, que agora segue o estilo adotado na picape Tacoma e no SUV grande Land Cruiser. Este novo design apresenta formas retangulares e uma central multimídia que pode atingir até 12,3 polegadas.
As versões mais equipadas também contarão com um quadro de instrumentos totalmente digital e personalizável, mantendo, contudo, alguns comandos físicos essenciais para funções importantes, garantindo praticidade ao motorista.
Inicialmente, a Hilux manterá o conhecido motor 2.8 turbodiesel de 204 cavalos de potência e cerca de 50 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de seis marchas. A grande novidade mecânica virá posteriormente, com a ampliação da linha para incluir configurações híbridas leves de 48 volts e a inédita variante totalmente elétrica, que já foi vista em testes no Brasil.
Cronograma de chegada da picape eletrificada ao mercado brasileiro
Na Argentina, a nova Hilux começará a ser entregue aos concessionários entre os dias 12 e 17 de dezembro de 2026, com uma gama de versões quase completa, deixando as opções mais caras para uma fase posterior. Alguns revendedores já estão organizando listas de clientes interessados de forma informal, embora uma pré-venda oficial ainda não tenha sido anunciada.
Para o mercado brasileiro, a expectativa é de uma espera curta. Considerando que as unidades destinadas ao Brasil continuarão saindo da mesma fábrica argentina, a estreia da picape por aqui é projetada para os primeiros meses de 2027. As versões eletrificadas, assim como na Argentina, serão introduzidas de forma gradual.
A Hilux BEV (veículo elétrico a bateria) tem previsão de produção e comercialização na Argentina durante o verão de 2027, com foco inicial em empresas e frotistas. Essa versão já foi flagrada em testes no Brasil, especificamente em Canaã dos Carajás, no Pará, aparentemente em uma operação ligada ao setor de mineração.
Esta configuração elétrica utiliza dois motores e uma bateria de 59,2 kWh, oferecendo uma autonomia de aproximadamente 240 km conforme o ciclo WLTP. A escolha por uma autonomia relativamente mais curta reforça a proposta inicial de uso em operações com trajetos previsíveis, onde a picape pode ser recarregada regularmente em uma base. A Hilux híbrida leve de 48 volts chegará em um segundo momento.
Na Argentina, o cronograma aponta a chegada da versão SRX MHEV (híbrido leve) para o inverno de 2027. Ela manterá o motor 2.8 turbodiesel, que será complementado por um motor-gerador elétrico, visando reduzir o consumo de combustível e as emissões. Este sistema não impulsiona a picape de forma independente e foi desenvolvido sem comprometer as características importantes para o uso off-road, incluindo a capacidade de imersão de 700 mm.
Previsão de lançamento da inédita Toyota SW4 e suas novidades globais
A variante SUV, que ainda está em fase de testes em outros mercados, também já tem um prazo definido para ser apresentada na Argentina. De acordo com o calendário compartilhado com os concessionários locais, a próxima geração da SW4 será lançada no país vizinho durante o outono de 2027, no período entre março e junho. O modelo deve incorporar grande parte das mudanças de design, equipamentos e tecnologia introduzidas pela nova Hilux.
Assim como na Hilux, a SW4 será inicialmente apresentada na versão SRX, deixando a configuração topo de linha, como a Diamond — ou qualquer nome que venha a ser adotado —, para um lançamento posterior. Como o SUV comercializado no Brasil também é proveniente da fábrica argentina, é bastante provável que sua renovação ocorra em período próximo, no máximo em 2028.
Atualmente, o SUV é oferecido com motor 2.8 turbodiesel de até 204 cavalos de potência e torque de 50,9 kgfm, sempre acoplado a um câmbio automático de seis marchas e tração 4×4.
A renovação é estratégica para que a SW4 consiga impulsionar seus números de vendas, especialmente após a chegada de concorrentes como o GWM Haval H9, um modelo que também adota carroceria sob chassi e motor a diesel. No primeiro semestre de 2026, o veículo chinês emplacou 7.125 unidades, enquanto o SUV japonês registrou 7.743 vendas, indicando um cenário de maior disputa no segmento.
