Xiaomi apresenta servidor doméstico de 16 TB para substituir assinaturas de nuvem

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Smart Storage - Divulgação/ Xiaomi Foto: Smart Storage - Divulgação/ Xiaomi

A gigante asiática de tecnologia revelou o seu mais novo equipamento focado em gerenciamento de dados residenciais, batizado de Xiaomi Smart Storage. O aparelho representa a estreia da fabricante na categoria de servidores locais de rede, visando atender consumidores que buscam integrar seus arquivos pessoais com sistemas de automação doméstica no mercado asiático.

O grande diferencial do equipamento é entregar uma central privada de arquivos totalmente conectada à interface HyperOS, criando uma alternativa física e sem mensalidades. Com os constantes aumentos nos planos de armazenamento do Google One e do iCloud nos últimos anos, manter um servidor próprio em casa tornou-se uma opção financeiramente inteligente e mais segura para quem acumula muitos gigabytes de informações.

Conheça a estrutura física e os componentes internos do novo servidor

Seguindo a identidade visual limpa que consagrou a família de produtos Mijia, o chassi apresenta um formato discreto criado para não chamar atenção na decoração do ambiente. A engenharia do produto aposta em um sistema de duas baias, entregando ao proprietário a liberdade de administrar os discos de maneira conjunta ou separada, otimizando o espaço físico na mesa de trabalho.

Informações preliminares apontavam que a máquina aceitaria discos rígidos convencionais e unidades de estado sólido nos padrões SATA tradicionais. No entanto, as unidades que chegam primeiro às prateleiras trazem de fábrica apenas componentes de memória flash, garantindo velocidades de leitura e gravação superiores logo no primeiro uso.

Integração de sistemas e ferramentas de cópia de segurança automatizada

Para afastar o estigma de que servidores de rede são difíceis de configurar, a interface do aparelho foca na usabilidade intuitiva. O principal trunfo do programa interno é a capacidade de puxar fotografias e vídeos dos celulares de forma invisível para o usuário, realizando cópias de segurança contínuas sem exigir comandos manuais.

A comunicação do equipamento quebra barreiras entre plataformas, conversando perfeitamente com celulares Android e os aparelhos da Apple. Essa versatilidade alcança também os computadores, garantindo estabilidade na troca de arquivos com máquinas equipadas com Windows, macOS e sistemas baseados em Linux, transformando o roteador da casa em um verdadeiro cofre digital para câmeras de monitoramento e notebooks.

Detalhes profundos sobre a placa-mãe, como a velocidade exata do processador e os limites de banda, ainda são mantidos em sigilo pela fabricante. Contudo, registros em órgãos de certificação indicam que as portas de conexão traseiras possuem capacidade de sobra para suportar o tráfego intenso de uma residência moderna.

Embora este seja o projeto mais ambicioso da marca no setor de gavetas de rede, a companhia já havia testado esse público no passado com a linha Mi Router HD, que embutia discos de até 2 TB dentro do próprio emissor de Wi-Fi. Essa transição para um equipamento dedicado reforça o plano da empresa de criar um ambiente digital onde todos os eletrônicos da casa convergem para um único ponto de confiança.

Ficha técnica e especificações detalhadas do equipamento de rede

  • Categoria do produto: Servidor de arquivos local (NAS)
  • Construção interna: Sistema duplo de gavetas (dual-bay)
  • Aparência: Gabinete reduzido com linhas retas
  • Capacidades disponíveis:

O modelo de entrada entrega 4 TB divididos em dois discos de 2 TB. A versão intermediária dobra essa capacidade para 8 TB, utilizando duas peças de 4 TB. Já a edição voltada para usuários exigentes atinge impressionantes 16 TB, somando duas unidades de 8 TB.

  • Formato de memória: Unidades de estado sólido (SSDs) de alta velocidade
  • Flexibilidade: Aceita expansão com discos rígidos mecânicos
  • Ambiente virtual e funções:

O controle de toda a operação acontece sob o guarda-chuva do HyperOS, que entrega painéis de navegação amigáveis para pessoas leigas. A ferramenta de sincronização trabalha silenciosamente, protegendo galerias de imagens e documentos importantes sem interromper o uso do smartphone.

  • Sistemas suportados: Plataformas móveis e de mesa (Windows, macOS, Linux, Android e iOS)
  • Público-alvo: Pessoas que precisam guardar imagens de segurança, salvar dados de trabalho e esvaziar a memória do celular

Preços oficiais e datas de chegada ao mercado asiático

A estratégia comercial escolhida para a estreia envolve uma plataforma de financiamento coletivo, com campanha rodando entre os dias 1 e 8 de julho de 2026. Bater a meta de arrecadação garante o início da fabricação em massa, além de garantir abatimentos agressivos no valor final para quem apostar no projeto logo nos primeiros dias.

Os consumidores poderão escolher entre três pacotes fechados, que já saem da caixa prontos para ligar na tomada:

  • O pacote básico de 4 TB sai por ¥ 2.299 (cerca de R$ 1.750) na pré-venda, saltando para ¥ 3.499 (R$ 2.665) nas lojas físicas.
  • A opção de 8 TB custa ¥ 2.899 (algo em torno de R$ 2.205) para os apoiadores iniciais, com preço final estipulado em ¥ 4.499 (R$ 3.425).
  • O topo de linha com 16 TB exige um investimento de ¥ 4.699 (R$ 3.575) no financiamento, chegando ao varejo por ¥ 6.999 (aproximadamente R$ 5.330).

Até o fechamento desta publicação, a matriz asiática não emitiu nenhum comunicado sobre a exportação do servidor para outros continentes, deixando o público ocidental na espera por um lançamento global.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

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