BNDES aprova investimento de R$ 300 milhões para Electrolux em linha branca com inteligência artificialPor Maria
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oficializou o repasse de R$ 300 milhões para a Electrolux desenvolver novas tecnologias em seu portfólio de linha branca. O financiamento, parte do programa BNDES Mais Inovação, será destinado a projetos de pesquisa e desenvolvimento que buscam maior eficiência energética e a integração de inteligência artificial em eletrodomésticos, apontando para ganhos concretos aos consumidores além do apelo de marketing.
De acordo com informações divulgadas pelo BNDES, a empresa sueca planeja introduzir 26 novos produtos no mercado brasileiro. A lista inclui uma variedade de equipamentos, como refrigeradores, aparelhos de ar-condicionado, fornos, air fryers, cafeteiras, purificadores de água e também aspiradores de pó, incluindo robôs aspiradores.
A condução das iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) estará concentrada no centro da Electrolux localizado em Curitiba, no Paraná. Outras unidades da empresa no Brasil, especificamente em São José dos Pinhais, também no Paraná, e em Manaus, no Amazonas, prestarão apoio fundamental a essas operações.
A integração da inteligência artificial visa o controle mais preciso de temperatura e umidade, além de contribuir para a redução do consumo e o aumento da eficiência energética. Entre as inovações prometidas para o Brasil, especialmente em refrigeradores, estão a diminuição do gasto de energia em até 40%, a redução do ruído em até 4 decibéis e a capacidade de prolongar a vida útil dos alimentos armazenados em até 70%, demonstrando benefícios tangíveis da tecnologia.

“Este investimento de R$ 300 milhões simboliza parte da nossa visão para os próximos anos: entregar aos lares brasileiros produtos cada vez mais inteligentes, eficientes e alinhados às exigências ambientais do planeta”, afirmou Eduardo Mello, CEO do Electrolux Group América Latina, em nota oficial sobre o projeto.
O BNDES também reforçou que a iniciativa está alinhada à estratégia de neoindustrialização do Brasil. O banco vê a operação como um estímulo ao avanço tecnológico e à sustentabilidade no setor de eletrodomésticos, promovendo a modernização da indústria nacional.
“Este projeto está relacionado com o desenvolvimento da indústria com tecnologia de ponta e de produtos mais eficientes e econômicos para a casa dos brasileiros. A operação também envolve uma maior capacidade de exportação dos eletrodomésticos produzidos aqui”, disse Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, em comunicado conjunto.







