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Justiça do Egito condena Sarah Khalifa à forca por drogas

Sarah Khalifa -Instagram
Foto: Sarah Khalifa -Instagram
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Um tribunal do Cairo condenou a apresentadora Sarah Khalifa, de 39 anos, à morte por enforcamento em 6 de setembro de 2026 por envolvimento com a produção e o tráfico de drogas. O tribunal do Cairo aplicou a pena capital a Sarah Khalifa e a outros 11 réus sob a acusação formal de integrar uma organização criminosa que comprava insumos químicos do exterior, operava laboratórios clandestinos e mantinha estoques de armas sem registro legal.

A comunicadora apresentava o programa de TV Missão Impossível, focado na cobertura de crimes e operações policiais. Além da carreira midiática, a egípcia administrava uma clínica de cirurgia plástica na capital. Ela também gerenciava uma produtora de festas e recepções.

Laboratório clandestino e apreensão de 750 kg de drogas

Agentes de segurança recolheram mais de 750 kg de narcóticos e matérias-primas químicas em dois apartamentos usados como centros de refino no Cairo.

O grupo importava insumos sintéticos de outros países para processamento final em solo egípcio. As equipes policiais encontraram munições e armamentos sem autorização nos mesmos endereços.

  • Apreensão superior a 750 kg de entorpecentes e matéria-prima
  • Localização de dois imóveis convertidos em laboratórios ilegais
  • Confisco de armas de fogo e projéteis sem documentação

Consulta religiosa confirmou sentença de enforcamento

O veredito seguiu para análise do Grande Mufti do Egito, Dr. Nazir Mohammed Ayyad, que atua como a principal autoridade religiosa do país. Ayyad emitiu parecer favorável à execução após um mês de avaliação da pena capital. O parecer islâmico integra a tramitação obrigatória dos processos que envolvem condenação à morte.

A autoridade religiosa formalizou a concordância com o enforcamento em 5 de setembro de 2026.

Defesa contesta provas e prepara recurso

O advogado de defesa informou que vai apresentar apelação formal à corte contra a decisão. Khalifa nega todas as acusações.

Em depoimento prestado à Justiça em setembro de 2025, a apresentadora declarou que só teve contato com as drogas quando foi fotografada ao lado das substâncias nas dependências policiais. Os juízes reuniram relatos de 20 testemunhas para sustentar a deliberação. O processo incluiu gravações de telefonemas e arquivos em vídeo colhidos durante a investigação.

Decisões judiciais dividiram réus do grupo

O tribunal determinou desfechos diferentes para os demais integrantes ligados ao mesmo caso criminal.

A sentença absolveu sete indivíduos e fixou prisão perpétua para outros nove participantes do esquema. Sarah Khalifa e comparsas receberam ainda cinco anos de reclusão em outro processo, relacionado ao sequestro e espancamento de um jovem.

Crimes sujeitos à pena capital no país

A legislação do Egito autoriza a execução por enforcamento para casos de tráfico de entorpecentes, homicídio premeditado, terrorismo e estupro. Registros da Comissão Egípcia de Direitos e Liberdades contabilizaram 541 ordens de pena de morte no país ao longo de 2025. O tribunal ainda não marcou a data para o julgamento da apelação.

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