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Vulcão Anak Krakatoa expele cinzas a 15 km e cancela voos

Vulcão Anak Krakatoa - X
Foto: Vulcão Anak Krakatoa - X
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O vulcão Anak Krakatoa registrou uma erupção explosiva em 5 de setembro de 2026 no estreito de Sunda, na Indonésia, expelindo densas colunas de fumaça e fontes de lava. O Centro de Cinzas Vulcânicas de Darwin calculou que o material particulado alcançou 15 quilômetros de altitude, equivalente a 50 mil pés.

Paralisação nos aeroportos e impacto nos passageiros

A dispersão de detritos suspensos na atmosfera prejudicou diretamente 170 mil viajantes após administradores interromperem pousos e decolagens no terminal internacional Soekarno-Hatta e em outras sete instalações aeroportuárias.

O tráfego aéreo parou. Ao todo, 1.558 voos sofreram atrasos severos nas pistas indonésias durante o processo eruptivo contínuo. Mais de 900 dessas viagens programadas pertenciam exclusivamente à grade do terminal Soekarno-Hatta, responsável pelo atendimento da capital Jacarta.

  • Soekarno-Hatta: mais de 900 voos afetados na região metropolitana de Jacarta
  • Husein Sastranegara: operações interrompidas na cidade de Bandung
  • Radin Inten II: voos suspensos próximo a Bandar Lampung, na ilha de Sumatra

Queda de cinzas e medidas de segurança em Jacarta

A agência de geologia da Indonésia confirmou que duas novas explosões ocorreram após a primeira detonação, mantendo a emissão de partículas no ar em níveis perigosos. Sedimentos vulcânicos atingiram a cidade de Bandar Lampung, situada no sul de Sumatra, cobrindo veículos e avenidas com poeira escura.

Em Jacarta, o governo ordenou o fechamento preventivo de escolas e transferiu as atividades pedagógicas para o sistema remoto com o objetivo de conter a inalação de poluentes pelos estudantes.

Histórico geológico e memória da catástrofe de 1883

O relevo do Anak Krakatoa, cujo significado é Filho do Krakatoa, formou-se no interior da caldeira oceânica gerada pelo evento destrutivo de agosto de 1883. Naquela época, as explosões expeliram quantidades colossais de dióxido de enxofre que se transformaram em aerossóis de sulfato na estratosfera, refletiram a luz solar de volta ao espaço cósmico e derrubaram as temperaturas do planeta em índices entre 0,2°C e 0,3°C ao longo de anos seguidos, gerando crepúsculos alaranjados e provocando mais de 35 mil mortes por tsunamis.

Monitoramento sismológico e área de exclusão marítima

Em dezembro de 2018, uma parte da estrutura do cone cedeu para a água, gerou ondas no estreito de Sunda e matou 429 pessoas em povoados litorâneos de Java e Sumatra. Técnicos da agência de geologia da Indonésia indicaram que a atividade atual decorre do movimento interno de fluidos, embora não haja risco iminente de tsunami até o momento. Embarcações comerciais que navegam na rota entre Java e Sumatra receberam ordens expressas para manter distância mínima de três quilômetros do vulcão.

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