Arqueólogos encontram cidade de pedra na selva colombianaPor Janderson Luiz
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Arqueólogos identificaram um novo complexo urbano milenar composto por muralhas, terraços e caminhos pavimentados sob a cobertura vegetal da Colômbia. A descoberta da cidade de pedra ocorreu após expedições científicas utilizarem sensores aéreos de varredura a laser para penetrar a densa floresta tropical e mapear fundações arquitetônicas preservadas no relevo acidentado. O achado amplia o mapa de ocupações pré-colombianas construídas por povos originários e revela sistemas de engenharia capazes de sustentar núcleos populacionais em encostas íngremes.
Equipes terrestres avançaram a pé por trilhas fechadas para validar as coordenadas fornecidas pelos equipamentos topográficos nas semanas seguintes. Os técnicos confirmaram a presença física de blocos talhados e alinhamentos de rochas empilhadas sem argamassa.
A densa vegetação encobria tudo.
O levantamento espacial registrou mais de 150 terraços circulares nivelados artificialmente nas encostas das montanhas para servir de base a antigas habitações e espaços cerimoniais. Além das plataformas residenciais, os pesquisadores catalogaram canais esculpidos para drenagem pluvial, degraus que vencem desníveis acentuados e depósitos subterrâneos para mantimentos. As medições indicam que o sítio abrigou milhares de pessoas entre os anos 800 e 1500. A tecnologia revelou uma malha urbana contínua sob as copas das árvores centenárias.
Equipamentos de laser revelam construções ocultas
A localização exata dos vestígios só foi possível graças ao sobrevoo de drones e aviões equipados com sensores remotos que emitem pulsos de luz infravermelha contra o terreno. O sinal penetra as menores frestas entre galhos e folhas até rebater na superfície física, permitindo gerar um modelo tridimensional detalhado da topografia sem a necessidade de derrubar uma única árvore na floresta.
As imagens digitais eliminaram virtualmente a biomassa vegetal e revelaram caminhos de pedra que conectavam a praça central a outros três núcleos populacionais satélites distribuídos por um raio de dez quilômetros. Durante séculos, expedições anteriores caminharam a poucos metros das estruturas sem notar a presença de degraus e muralhas cobertos por grossas camadas de musgo e terra acumulada. O relevo desenhado nas telas de computador mostrou traçados geométricos que não ocorrem de maneira espontânea na natureza.
A engenharia impressionou os cientistas.
Características das estruturas de pedra encontradas
Os trabalhos de campo catalogaram diferentes elementos arquitetônicos preservados sob o solo florestal da região:
- Muros de contenção de até quatro metros de altura erguidos para estabilizar as encostas montanhosas
- Caminhos pavimentados com lajes regulares para facilitar o deslocamento entre terraços residenciais
- Escadarias monumentais talhadas diretamente no granito natural para conectar diferentes níveis do terreno
- Sistemas de drenagem com valas revestidas para escoar a água torrencial das chuvas tropicais
- Pátios cerimoniais circulares situados nas cotas mais elevadas com vista panorâmica dos vales ao redor
As amostras de cerâmica e ferramentas líticas recolhidas na superfície passaram por triagem inicial nos laboratórios regionais de conservação. A análise estilística dos fragmentos aponta semelhanças com tradições materiais de sociedades que floresceram antes da chegada dos colonizadores europeus ao continente. Especialistas do instituto patrimonial estimam que as construções mais antigas tenham mais de doze séculos de existência contínua.
Novas escavações definirão a cronologia.
Proteção do patrimônio contra saques e degradação
Autoridades de preservação histórica coordenam ações para resguardar o perímetro recém-descoberto e evitar invasões ilegais na área florestal. O governo colombiano manteve a localização geográfica precisa sob reserva para coibir a ação de saqueadores de artefatos pré-hispânicos e caçadores de relíquias. Guardas florestais e forças de segurança montaram pontos de controle nas principais vias fluviais e terrestres de acesso ao território montanhoso.
Em expedições arqueológicas anteriores conduzidas durante o século XX em outras áreas da América do Sul, a divulgação prematura de coordenadas geográficas exatas causou danos irreparáveis a sítios históricos devido à invasão descontrolada de grupos clandestinos que escavavam o solo sem métodos científicos em busca de peças de ouro e ornamentos funerários. Comunidades indígenas que habitam os arredores das zonas protegidas atuam agora como guardiãs do patrimônio ao lado dos pesquisadores. O acordo estabelece protocolos para que os trabalhos de campo não interfiram em locais sagrados para as populações tradicionais.
Líderes locais participam de cada etapa.
Próximas etapas das escavações na floresta
A equipe planeja iniciar a primeira temporada de sondagens estratigráficas profundas a partir de agosto de 2026 para coletar matéria orgânica passível de datação por carbono 14. Os técnicos pretendem definir com exatidão a época de fundação, o período de maior densidade demográfica e as circunstâncias que levaram ao abandono das estruturas de pedra. Amostras de sedimentos recolhidas nos canais indicarão quais grãos eram cultivados nos arredores para alimentar os moradores do complexo urbano.
O financiamento do projeto envolve universidades e fundações científicas internacionais dedicadas ao resgate do patrimônio arqueológico sul-americano.
Os primeiros relatórios completos de escavação serão entregues ao conselho nacional de monumentos até dezembro de 2026. A documentação servirá de base para a inclusão da área no inventário oficial de bens tombados da nação.







