Telescópio espacial da NASA desativado (Swift) deve cair na Terra de forma descontrolada esta semanaPor Carolina Costa
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O telescópio espacial da NASA Neil Gehrels Swift deve reentrar de forma descontrolada na atmosfera da Terra entre terça-feira (3) e quarta-feira (4) de novembro de 2026. A espaçonave operou durante duas décadas na órbita baixa do planeta antes de sofrer perda acentuada de altitude. Uma manobra técnica executada para estabilizar o equipamento e acoplar um veículo autônomo de socorro orbital falhou.
A tentativa de recuperação utilizou uma nave enviada por empresa parceira que apresentou pane no sistema de estabilização durante a fase final de aproximação. O módulo robótico começou a girar fora de controle e consumiu os estoques de propelente antes do engate mecânico. Sem capacidade de manobra de resgate, a agência espacial norte-americana encerrou as atividades científicas do equipamento.
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O atrito constante com os gases das camadas superiores da atmosfera freou o observatório ao longo das últimas semanas. A perda gradual de sustentação impossibilitou o envio de comandos corretivos a partir das estações terrestres de monitoramento.
Equipamentos científicos operaram por duas décadas no espaço
Lançado há 20 anos para detectar explosões cósmicas de raios gama e fontes de alta energia, o observatório espacial utilizava três sensores principais integrados em sua estrutura:
- Telescópio de Alerta de Explosões (BAT), voltado para a detecção imediata de flashes repentinos no céu;
- Telescópio de Raios X (XRT), projetado para mapear assinaturas energéticas e o brilho remanescente das explosões;
- Telescópio Ultravioleta e Óptico (UVOT), responsável pela captura óptica e espectral de emissões luminosas.
O conjunto de instrumentos funcionava de maneira autônoma para apontar alvos em frações de minuto logo após a identificação inicial das rajadas energéticas. O encerramento definitivo das operações interrompeu o fornecimento contínuo de dados para pesquisadores de astrofísica em solo.
Trajetória de reentrada e risco para o solo
A estrutura principal do satélite é composta majoritariamente por ligas de alumínio e compostos leves que devem vaporizar com o calor gerado pela reentrada em alta velocidade. Engenheiros de controle de tráfego espacial apontam que fragmentos metálicos mais densos e elementos ópticos pesados podem sobreviver ao atrito térmico e alcançar a superfície do planeta.
O ponto preciso onde os detritos vão atingir o planeta segue indeterminado por causa da oscilação de variáveis das camadas atmosféricas. A trajetória orbital da espaçonave passa predominantemente por regiões oceânicas e faixas territoriais despovoadas, o que reduz de maneira expressiva as probabilidades de impacto em áreas habitadas. Redes internacionais de rastreamento aeroespacial mantêm o monitoramento minuto a minuto até a queima total da fuselagem.















