Fóssil de dinossauro na Espanha altera teorias da evoluçãoPor Janderson Luiz
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O paleontólogo Paul-Emile Dieudonné, da Universidade Nacional de Río Negro, identificou na província de Burgos restos de uma nova espécie animal com pouco mais de meio metro de comprimento. Os fósseis achados em Vegagete pertencem ao réptil batizado como Foskeia pelendonum, que habitou o norte da Espanha há 120 milhões de anos, durante o início do Cretáceo.
O animal era herbívoro.
Análise craniana aponta alta complexidade anatômica
A criatura bípede apresentou inovações anatômicas inesperadas na formação óssea da cabeça, apesar de carregar uma estrutura corporal reduzida. Cientistas registraram que o crânio derivado afasta a espécie de linhagens mais simples catalogadas no continente europeu. O material analisado pelo grupo internacional reúne partes ósseas preservadas de pelo menos cinco indivíduos distintos.
Registros fósseis recolhidos em Vegagete
A pesquisa publicada no periódico Papers in Palaeontology detalhou as medidas e os fragmentos encontrados no depósito de sedimentos espanhol. O levantamento delimitou a posição do espécime dentro da escala biológica:
- Comprimento total superior a cinquenta centímetros.
- Restos corporais associados a cinco indivíduos em Burgos.
- Origem temporal situada no início do período Cretáceo.
- Relação anatômica direta com o grupo europeu Rhabdodontidae.
Com base na reconstituição das peças ósseas encontradas em Vegagete, os pesquisadores determinaram que o dinossauro pertenceu a um estágio próximo da base evolutiva que originou a família Rhabdodontidae na Europa e alterou o panorama sobre os animais bípedes herbívoros da época.
Nova espécie reposiciona os dinossauros bípedes
Os dados integrados ao estudo mudam o entendimento corrente sobre a ordem Ornithopoda. As linhagens de herbívoros do Mesozoico passam a contar com novos parâmetros morfológicos a partir das peças encontradas na Espanha.
O fóssil preenche um intervalo temporal calculado em 70 milhões de anos no registro pré-histórico. Essa lacuna fóssil impedia a reconstituição sequencial das linhagens vegetais do Cretáceo. A equipe de Dieudonné utilizou os fragmentos de Burgos para recalibrar as conexões dessa árvore genealógica.
Trabalho de campo da equipe internacional
O grupo multinacional de pesquisadores trabalhou na extração do material sedimentar em Vegagete sob coordenação da universidade argentina. A coleta revelou partes ósseas misturadas dos espécimes em uma mesma camada geológica.
Os ossos do depósito de Burgos continuam sob guarda técnica para novas medições laboratoriais.







