Pesquisadores identificam dinossauro gigante no MaranhãoPor Maria
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Pesquisadores de instituições brasileiras apresentaram em 13 de março de 2026 a identificação do Dasosaurus tocantinensis, uma nova espécie de dinossauro gigante localizada nas proximidades de Davinópolis, no estado do Maranhão. Os fósseis do réptil foram encontrados em 2021 durante obras de infraestrutura na região.
Escavações revelaram fêmur com tamanho incomum
O paleontólogo Elver Mayer, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, liderou o grupo científico responsável pelo estudo publicado no periódico Journal of Systematic Palaeontology.
Durante os trabalhos de campo, a equipe desenterrou um fêmur de aproximadamente 1,5 metro de comprimento. As escavações começaram em 2021. “À medida que a escavação avançava ao longo dos dias, começamos a ver a evidência desse enorme osso, que é o fêmur”, afirmou o paleontólogo Leonardo Kerber, da Universidade Federal de Santa Maria.
Dimensões calculadas para o animal no Maranhão
A estrutura do osso permitiu estimar que o animal alcançava cerca de 20 metros de comprimento total. “Isso indica que se tratava de um dinossauro muito grande. Hoje sabemos que o Dasossauro está entre os maiores dinossauros já encontrados no Brasil”, disse Kerber.
- Comprimento estimado de 20 metros para o corpo do réptil
- Fêmur preservado com dimensão de 1,5 metro
- Registro inicial dos fósseis ocorrido em 2021

Conexão direta com espécie identificada na Espanha
Os exames filogenéticos apontaram que o Dasosaurus tocantinensis guarda o maior grau de parentesco com o Garumbatitan morellensis, dinossauro descrito anteriormente no território espanhol.
Rota terrestre unia continentes há milhões de anos
A Universidade Federal de Santa Maria apontou que a linhagem do réptil fóssil se originou na Europa e seus ancestrais migraram rumo ao território correspondente à América do Sul há cerca de 130 milhões de anos, utilizando passagens terrestres pelo norte da África antes da separação completa provocada pela abertura do Oceano Atlântico. O achado reforça as evidências geológicas sobre caminhos contínuos que conectavam América do Sul, África e Europa há cerca de 120 milhões de anos.
Como surgiu o nome escolhido pelos pesquisadores
A denominação da nova espécie combina referências geográficas locais com a área próxima onde os ossos descansavam. O nome científico homenageia a localização do sítio fossilífero situado nas margens orientais do rio Tocantins. O material paleontológico permaneceu sob custódia de pesquisadores de instituições nacionais para análise comparativa.







