A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou em 8 de setembro de 2026 as questões de ciências aplicadas no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa) 2025, exame voltado a estudantes de 15 anos. O Brasil atingiu a 67ª posição na matéria entre 91 territórios participantes.
Os dados oficiais registraram um recuo inédito nas pontuações médias obtidas pelas nações mais ricas, enquanto os alunos brasileiros permaneceram estagnados nos índices de Leitura, Matemática e Ciências.
Níveis de complexidade medidos no exame
As perguntas liberadas pela entidade cobrem desde o nível 1, considerado o mais básico, até o nível 6, patamar de maior exigência analítica. O teste reuniu problemas sobre biodiversidade, ciclos biológicos e fenômenos da física. A avaliação desafia os participantes.
Em uma das perguntas sobre biodiversidade elaboradas para a prova internacional, os estudantes precisaram analisar um gráfico comparativo para apontar que a proporção de espécies sob risco direto de extinção atinge patamar superior entre as tartarugas marinhas em relação a coníferas, aves, mamíferos e anfíbios analisados pela entidade. O exame aplicou questões sobre a velocidade da luz em comparação com o som na atmosfera e detalhou a dinâmica predatória entre a mosca-soldado-negra e a praga Musca domestica.
Produção de tecidos e rigor metodológico
A prova exigiu dos alunos soluções ambientais para a cadeia de produção do algodão, requerendo a escolha de métodos eficientes no uso da água e a utilização restrita de defensivos contra pragas agrícolas.
Na etapa final da avaliação sobre o cultivo têxtil, a OCDE determinou que a fonte científica confiável deve conter revisão por pares e análise comparativa de resultados ao longo do tempo. O modelo de correção do exame retirou pontos de estudantes que deixaram de assinalar todas as opções corretas da lista técnica.
