Jeep Avenger Limited chega às lojas com preço de até R$ 155 milPor Janderson Luiz
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A Jeep iniciou as vendas do Avenger no mercado brasileiro com valor inicial de R$ 119.990 para disputar compradores diretamente com VW Tera, Renault Kardian, Chevrolet Sonic, Fiat Pulse e Citroën Basalt. O utilitário esportivo compacto marca a estreia da fabricante em uma faixa financeira mais acessível do que a trabalhada pela empresa nos últimos anos.
A configuração topo de linha Limited exibe a pintura de lançamento Verde Boreal e custa R$ 145.990 na tabela original, valor que sobe para R$ 155.690 quando recebe a cobertura de teto solar por R$ 7.500 junto com a pintura especial.
Dimensões compactas e detalhes visuais da versão topo de linha
O porte do utilitário mostra dimensões inferiores às de qualquer veículo comercializado anteriormente pela montadora no país. Embora imagens de divulgação aproximem o modelo do Renegade, o tamanho real fica próximo de modelos como Peugeot 208 e Fiat Pulse. A carroceria transita entre a proposta de um hatch e de um utilitário de entrada.
A dianteira preserva a grade tradicional da fabricante americana com sete fendas centrais. Na opção Limited, essa grelha ganha iluminação inédita integrada, recurso visual presente no mercado externo na nova geração do Compass.
O desenho frontal adota linhas urbanas do utilitário médio da marca e abandona a proposta voltada ao uso fora de estrada característica do Renegade. A versão mais cara inclui faróis Matrix com comutação automática para fachos altos. O conjunto óptico organiza luzes diurnas em LED na borda superior e projeta o facho luminoso principal no setor inferior em alinhamento com a grade.
Rodas diamantadas de 18 polegadas com acabamento bicolor e pneus 215/55 preenchem os arcos do veículo de 4,08 metros de extensão total. O sistema de freios conta com discos instalados tanto nas rodas dianteiras quanto nas rodas traseiras.
As portas traseiras trazem maçanetas embutidas na moldura plástica da coluna C, reproduzindo a solução empregada no Peugeot 2008 para simular a silhueta de um cupê de dois acessos laterais. O formato reforça a espessura da coluna posterior da carroceria. A lateral exibe linhas limpas sem puxadores convencionais na seção posterior.
Espaço interno reduzido e plataforma herdada de marcas francesas
O comprimento de 4.084 mm do lançamento fica atrás dos 4.270 mm do Renegade, embora a distância entre eixos marque medidas próximas de 2.557 mm contra 2.566 mm do irmão mais velho. A cabine e a área de bagagens aproveitam essas proporções físicas de maneiras distintas.
A arquitetura Smart Car desenvolvida pela Stellantis aproxima o modelo dos veículos da Peugeot no padrão de habitabilidade. O banco traseiro acomoda passageiros com até 1,70 metro sem folgas para os joelhos. A cabine oferece volume útil menor do que o habitáculo do Renegade.
A entrada para a segunda fileira tem abertura estreita que afunila rente à caixa de roda traseira, enquanto a combinação entre os apoios de cabeça volumosos e a coluna C larga reduz a visibilidade traseira do motorista ao criar um ponto cego considerável nos retrovisores. O banco traseiro traz três encostos de cabeça reguláveis.
Peças internas como maçanetas, botões centrais em formato de tecla, tela multimídia de 10 polegadas, comandos da coluna de direção e até os avisos sonoros de seta foram herdados de modelos da Peugeot.
O console nacional substituiu o nicho porta-objetos pela alavanca de marchas padronizada da linha 1.0 T200 da Stellantis. O conjunto agrupa o seletor de condução ao lado da manopla e traz o botão do freio de estacionamento elétrico posicionado logo atrás.
A versão Limited aplica revestimento predominantemente preto no interior e faixa em cobre na faixa central do painel. A iluminação em LED contorna o carregador de celular por indução, o console e os bolsões de portas. O acabamento interno recebeu couro.
O teto traz conjunto de iluminação com botões de chamada de emergência e sensores dos cintos de segurança diferentes dos compactos da Citroën. O espelho retrovisor central adota função eletrocrômica e dispensa molduras plásticas externas.
Pesquisas prévias com consumidores brasileiros levaram a montadora a reprovar a cabine original devido à simplicidade semelhante à dos carros da Citroën. A unidade fabril de Porto Real, no Rio de Janeiro, alterou a montagem com novos materiais macios nas portas e no tablier. A construção tenta superar concorrentes como Tera, Kardian e Pulse no nível de acabamento.
A direção adota o desenho da versão europeia e abandona os botões traseiros comuns aos utilitários fabricados em Goiana, em Pernambuco. Os comandos de multimídia e assistente de faixa ficam posicionados nos raios frontais do volante.
O quadro de instrumentos digital de 10 polegadas exibe gráficos de navegação por mapas em tela cheia. O porta-malas comporta 321 litros com iluminação dedicada na lateral esquerda. O assoalho guarda estepe temporário aro 16 com pneu de medidas T125/85 R16 99M.
Desempenho do motor híbrido leve de 116 cavalos
A gama vendida no mercado brasileiro utiliza o motor 1.0 turboflex associado a um módulo híbrido-leve de 12 volts, trem de força já aplicado pela fabricante em Fiat Fastback e Peugeot 2008. A transmissão automática do tipo CVT simula sete marchas.
O propulsor rende 116 cavalos de potência e 20,4 kgfm de torque com etanol ou gasolina, índice inferior aos 130 cavalos originais do motor T200 para garantir enquadramento tributário mais vantajoso. Marcas rivais como Chevrolet e Hyundai adotaram cortes semelhantes em seus motores sobrealimentados de 1,0 litro. A recalibração priorizou a conformidade fiscal do modelo.
A aceleração de zero a 100 km/h ocorre em 10,3 segundos segundo dados técnicos da Jeep. O rendimento geral permanece alinhado aos concorrentes diretos da categoria de utilitários compactos.
O modelo atinge 185 km/h de velocidade máxima, oferece garantia de fábrica de cinco anos e registra consumo de 12,7 km/l na cidade e 13,5 km/l na estrada com gasolina, caindo para 8,8 km/l e 9,4 km/l com etanol nos mesmos trajetos.







