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Gabriel Bortoleto e o GP de Madri: Piloto brasileiro projeta desafios da nova pista da Fórmula 1

Gabriel Bortoleto - X.com/ Audi F1
Foto: Gabriel Bortoleto - X.com/ Audi F1
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A pista de Madri recebe a primeira sessão de treinos livres da Fórmula 1 em 11 de setembro de 2026 com o status de teste mais severo entre as 24 etapas do campeonato mundial. Os competidores iniciam as atividades oficiais cercados por atenção redobrada diante da complexidade da pista.

Essa reputação do Madring ganhou força após a ocorrência de 19 interrupções por bandeira vermelha em apenas 2 dias de testes da Fórmula 3 durante a fase de homologação, somando trechos de curvas cegas ao ponto crítico da La Monumental, que mede 550 metros e apresenta 24% de inclinação lateral, correspondentes a 13,5 graus em formato semelhante ao de pistas ovais.

Piloto da Audi avalia exigência psicológica no traçado espanhol

Gabriel Bortoleto afirmou em 10 de setembro de 2026 no paddock que essas características elevam a disputa na Espanha, marcada para 13 de setembro de 2026. O brasileiro da Audi manteve sua linha de atuação ao reconhecer a complexidade local sem recuar diante do perigo.

“O mais importante em pistas novas, principalmente pistas de rua, é você já começar lá no topo, porque quando você começa lá em cima com uma confiança boa, você constrói dali em diante”, declarou Bortoleto. “Quando você começa embaixo normalmente é complicado para você chegar a tempo. Na pista não tem como você ter medo, se você tem medo você não está fazendo o esporte certo, no final das contas. É óbvio que a sensação de você estar numa pista nova, circuito de rua, é sempre muito desafiador, mas medo não, só de tubarão”, completou o piloto, em tom descontraído sobre filmes antigos.

A postura de Bortoleto coincide com a visão de outros competidores da categoria sobre a segurança. Max Verstappen também alertou para a probabilidade de acidentes de grande impacto nas barreiras de proteção da capital espanhola.

Estrutura urbana do Madring reúne curvas cegas e alta velocidade

O brasileiro da Audi explicou em Madri que qualquer hesitação se dissipa assim que acelera o monoposto para deixar a área dos boxes.

“Isso acontece com toda certeza”, relatou o piloto sobre a rotina de concentração. “Acho que você está numa adrenalina tão grande, em um momento tão tenso ali que, assim que fecha o capacete, você desliga e você só acorda de novo quando o carro para.”

O interesse de Bortoleto se concentra na curva 12, batizada de La Monumental, um trecho de 550 metros que reproduz características de traçados ovais no meio das ruas madrilenhas.

O competidor traçou um paralelo do trecho espanhol com o Bacião de Cascavel, trecho famoso da Stock Car no Paraná onde os carros atingem quase 200 km/h em raio amplo. Ele observou similaridades dinâmicas entre as duas pistas.

“A La Monumental é impressionante”, disse Bortoleto. Bortoleto aprovou o desafio. “O Bacião lembra um pouco, só não tem muita inclinação como aqui”, comparou o paulista. “Madring é uma pista muito única nesse sentido e não me vem na cabeça nenhuma pista parecida”, finalizou.

O risco elevado de acidentes nos treinos livres e na prova pode alterar a ordem habitual do grid no GP da Espanha. Esse cenário imprevisível oferece oportunidades diretas para equipes intermediárias como a Audi conquistarem posições na tabela.

Bortoleto confirmou essa perspectiva favorável para a corrida.

“Acho que sim, temos boas chances de lutar por pontos neste final de semana”, projetou o piloto brasileiro. “A gente sabe que cada vez tem ficado mais apertado entre as equipes, mas eu estou otimista com o trabalho dos nossos engenheiros no carro. Teremos uma grande diferença entre o primeiro treino livre e classificação em aderência e tempo. Não é de se espantar se a gente ver alguém que está lá atrás indo mais para frente e vice-versa”, complementou.

Audi contesta posição de Tsunoda e busca ponto no tribunal

A direção da Audi apresentou recurso contra o resultado oficial do GP da Itália disputado no autódromo de Monza. A medida contesta a relargada em que Yuki Tsunoda posicionou incorretamente o carro da Racing Bulls antes de uma volta extra de apresentação.

O piloto japonês partiu do grid em vez do pit lane, desrespeitando o regulamento da prova, o que pode alçar Bortoleto ao décimo lugar caso a punição seja confirmada pelos comissários esportivos.

“Acho que está bem claro no regulamento que quem causa uma volta de formação extra deve largar do pit lane, e Yuki Tsunoda não cumpriu isso”, argumentou Bortoleto. “Para nós, essa posição vale um ponto na classificação e cada ponto conquistado faz diferença no campeonato.”

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