Polícia busca foragida acusada de extorsão e ameaças no DFPor Carolina Costa
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A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 11 pessoas e busca Maria Luiza da Silva Araujo Lopes durante o cumprimento de mandados da Operação Iustitia Victis, deflagrada em 10 de setembro contra um esquema de agiotagem e extorsão armada. Os investigadores apontam a mulher foragida como responsável por atrair tomadores de empréstimos e executar cobranças violentas contra famílias endividadas na capital e no entorno.
Ameaças armadas contra parentes de vítima em Taguatinga
Em uma das cobranças mais graves, Maria Luiza enviou áudios à filha de um feirante de Taguatinga com ameaças explícitas de disparos de arma de fogo após o homem tirar a própria vida em 21 de março de 2025, dentro do próprio comércio na Feira dos Goianos.
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“Hoje eu não consegui entrar aí. Mas vou ficar te esperando aqui fora, uma hora você vai ter que sair”, afirmou a suspeita em uma das gravações destinadas aos familiares da vítima. A mulher continua foragida. Diante da insistência do grupo e do cerco ao imóvel residencial, a família inteira abandonou a moradia por receio de novos atentados.
Juros abusivos multiplicavam cobranças diárias
O comerciante havia solicitado inicialmente a quantia de R$ 4 mil, mas a taxa mensal imposta pelo grupo criminoso ultrapassava 20% e gerou parcelas diárias que variavam de R$ 100 a R$ 200. Esse modelo de endividamento forçado impedia a quitação e levava os devedores a uma espiral financeira insustentável.
Divisão dos mandados da Operação Iustitia Victis
Para desarticular a estrutura do grupo criminoso, a Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais e a Divisão de Repressão a Sequestros mobilizaram equipes para o cumprimento de 47 determinações expedidas pela Justiça, incluindo medidas cautelares e buscas distribuídas em cidades de três estados diferentes.
- 12 mandados de prisão preventiva, sendo 11 cumpridos e um pendente
- 18 mandados de busca e apreensão cumpridos em Goiás e Tocantins
- 17 ordens de bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros
Bloqueio judicial atinge mais de dez milhões de reais
Os relatórios de análise financeira revelaram que as contas bancárias monitoradas receberam um total de R$ 10.178.544,79 em créditos entre 1º de janeiro e 29 de agosto de 2025. O Poder Judiciário determinou a indisponibilidade patrimonial exatamente no mesmo montante registrado pelos investigadores durante as transações.
Atuação em diferentes estados e histórico do esquema
As apurações policiais dividiram a rede de agiotagem em duas células independentes, sendo a primeira formada por cidadãos colombianos que atuavam na região e foram alvos da fase inicial em 2025. O segundo núcleo era operado integralmente por brasileiros com ramificações estruturadas no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins. As diligências de busca e apreensão ocorreram nos municípios de Formoso, Goiânia e Senador Canedo, além de Palmas e Araguaína.
A corporação localizou bens e documentos nos endereços vinculados aos membros do esquema no território tocantinense.















