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Funcionários da Caixa Econômica Federal no Município do Rio de Janeiro decidiram recusar a proposta apresentada pela direção da empresa e prosseguir com a paralisação por tempo indeterminado, em votação eletrônica encerrada às 23h do dia 11. O processo de escrutínio começou às 16h do mesmo dia na plataforma do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

A categoria cobra avanços imediatos.

Votação mobiliza mais de 70% dos bancários cariocas

Caixa Econômica Federal

Foto: Caixa Econômica Federal – Roberto Resston Fo / Shutterstock.com

O índice de comparecimento na assembleia atingiu 73,92% da base de trabalhadores do município fluminense. Um total de 2.209 profissionais, o que representa 87,07% dos votantes, optou pela manutenção da greve na Caixa Econômica Federal, enquanto 298 empregados votaram pelo acordo e outras 30 pessoas preferiram a abstenção. A categoria concentra esforços na reestruturação dos benefícios.

Debate prévio abordou risco de dissídio jurídico

Representantes sindicais organizaram uma plenária virtual às 15h, exatamente uma hora antes do início do pleito, para expor os pontos da proposta corporativa e os riscos decorrentes de uma eventual ação de dissídio coletivo promovida pela instituição financeira.

Liderança sindical defende diálogo direto com a Caixa

O presidente da entidade sindical, José Ferreira, afirmou que as negociações diretas entre as partes constituem o formato adequado para solucionar o conflito trabalhista no banco estatal. Para o dirigente, a postura institucional precisa priorizar o consenso.

“Lamentamos a postura da Caixa, tanto no que se refere a não avançar em questões que já foram bastante debatidas quanto em relação à ameaça do uso do Judiciário, terceirizando a decisão sobre a solução para as nossas justas reivindicações por melhorias nas condições de salário, saúde e trabalho dos empregados”, declarou Ferreira.

Ferreira apontou que o comparecimento massivo dos bancários fortalece o movimento paredista. A adesão ampla reflete o descontentamento coletivo.

Trabalhadores exigem revisão de custos do plano de saúde

Os empregados reivindicam a extinção do limite de 6,5% da folha de pagamento destinado ao custeio assistencial, a volta da proporção financeira de 70% bancada pela instituição financeira e 30% pelos trabalhadores no plano Saúde Caixa, além da injeção imediata de capital para cobrir as despesas operacionais da assistência médica.

A Caixa Econômica Federal classificou os termos atuais como definitivos e sinalizou o envio da disputa trabalhista ao Tribunal Superior do Trabalho. As lideranças consideram esse encaminhamento judicial desfavorável aos profissionais.

A mobilização permanece ativa nas agências.

Jeronimo Santos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Marketing

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