Pix amplia de 30 para 80 dias o prazo para contestar golpe pelo MEDPor Jeronimo Santos
4 min de leitura
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O Banco Central ampliou, a partir de 1º de setembro, o prazo para quem foi vítima de golpe pelo Pix pedir a devolução do dinheiro. A janela para contestar uma transação suspeita passou de 30 para 80 dias, dentro do Mecanismo Especial de Devolução, conhecido como MED.
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A mudança atinge diretamente comerciantes, prestadores de serviço e donos de pequenos negócios que recebem pagamentos por Pix no dia a dia. São eles o grupo mais exposto a fraudes envolvendo cobranças falsas e recebimentos indevidos, segundo o próprio desenho do mecanismo.
Passo a passo para contestar uma transação suspeita agora
- Abra o aplicativo do banco ou da instituição de pagamento onde a conta está cadastrada.
- Localize a transação Pix específica que você quer contestar — o pedido é vinculado à operação, não a uma reclamação genérica.
- Acione o canal de MED dentro do próprio app, geralmente na área de ajuda ou suporte da transação.
- Registre o pedido dentro do novo prazo de 80 dias contados da data da transação.
- Aguarde a análise da instituição financeira, que verifica o histórico da conta de destino antes de liberar qualquer devolução.
O Banco Central recomenda que a vítima sempre utilize a devolução vinculada à própria transação dentro do aplicativo, em vez de tentar resolver o problema transferindo valores para outra chave Pix por conta própria. Essa segunda opção não tem qualquer garantia e pode agravar o prejuízo.
Por que usar o canal oficial dentro do próprio aplicativo
Fazer uma nova transferência para “corrigir” o erro não aciona nenhum mecanismo de proteção. O MED, ao contrário, trava o valor suspeito na conta de destino enquanto a instituição financeira investiga.
É esse bloqueio que garante alguma chance de recuperação. Sem ele, o dinheiro pode ser sacado ou pulverizado entre outras contas em minutos.
O que muda com o MED 2.0, a nova versão do mecanismo
O Banco Central também colocou em funcionamento o MED 2.0, versão atualizada do sistema de devolução. A novidade central é a capacidade de rastrear o dinheiro entre contas diferentes, mesmo depois que o golpista movimenta o valor para outra instituição.
Antes, o rastreamento parava na primeira conta de destino. Agora, o sistema consegue seguir o rastro do valor por mais etapas dentro da cadeia bancária, o que amplia a chance de bloqueio antes que o golpista consiga sacar ou converter o dinheiro.
Quem tem prioridade na proteção do novo prazo
O mecanismo dá atenção especial a quem usa o Pix como ferramenta de trabalho. Comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios costumam receber múltiplas transações diárias de clientes desconhecidos, o que os torna alvo frequente de golpes com QR Code falso ou cobrança duplicada.
Para esse público, o prazo mais longo funciona como uma rede de segurança extra. Muitas vezes o lojista só percebe a fraude dias depois, ao conferir o extrato ou fechar o caixa do mês.
O que verificar antes de acionar o mecanismo
- Confirme a data exata da transação suspeita — o prazo de 80 dias conta a partir dela, não da data em que a fraude foi percebida.
- Reúna comprovantes de comunicação com o suposto vendedor ou comprador, se houver.
- Verifique se a instituição financeira exige algum formulário adicional além do pedido feito no aplicativo.
- Guarde o número de protocolo gerado após a solicitação de devolução.
O texto normativo que regula o Mecanismo Especial de Devolução está disponível no site do Banco Central, com as regras detalhadas sobre prazos, responsabilidades das instituições e etapas do processo de análise.
A expectativa do órgão regulador é que o prazo mais longo, somado ao rastreamento ampliado do MED 2.0, reduza o tempo entre a fraude e o bloqueio efetivo do dinheiro golpista.
















