Carros elétricos dispensam manutenção interna na bateriaPor Bruna
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Proprietários de veículos eletrificados no Brasil receberam esclarecimentos técnicos sobre a ausência de manutenção preventiva nas células principais de armazenamento de energia. A expansão contínua de modelos com tração híbrida e elétrica no mercado nacional intensificou as dúvidas dos motoristas a respeito de despesas com revisões mecânicas rotineiras no cofre do motor.
Inspeção eletrônica substitui intervenções mecânicas
Diferente dos motores a combustão interna tradicionais que exigem substituição frequente de lubrificantes e filtros, o sistema de armazenamento químico de íons de lítio dispensa intervenções mecânicas diretas, dependendo apenas do monitoramento eletrônico via porta OBD em oficinas credenciadas para avaliar o desgaste. Profissionais realizam uma varredura completa por meio de computadores conectados à central para verificar a uniformidade da voltagem e a resistência interna de cada módulo. O procedimento identifica qualquer variação de desempenho entre as células sem que seja necessário desmontar a carcaça blindada localizada no assoalho do veículo. A leitura digital garante a segurança do circuito durante a revisão sem colocar os mecânicos em contato com altas tensões de corrente contínua.

Cuidados necessários com o fluido térmico
A principal exigência das montadoras envolve a substituição do líquido de arrefecimento da bateria a cada 40 mil quilômetros rodados para manter o equilíbrio térmico entre 20 e 35 graus Celsius. Caso o nível desse fluido reduza ou perca suas propriedades originais de troca de calor, o carro perde eficiência energética e reduz a autonomia total nas vias urbanas.
As fabricantes estabelecem cobertura contratual de 8 anos ou 160 mil quilômetros para os componentes elétricos de alta voltagem. O manual do proprietário prevê a troca completa da peça apenas quando a capacidade máxima de carga cai abaixo de 70% da especificação original de fábrica. Veículos que rodam com a bateria descarregada por longos períodos sofrem degradação precoce e perdem o direito ao reparo gratuito pela rede de concessionárias.







