Moacir Rosa defende jejum de 20 horas para queima de gordura
O médico e bioquímico Moacir Rosa defendeu no Brasil a adoção de rotinas de jejum de até 20 horas como método biológico para acelerar a eliminação de gordura acumulada. O profissional explicou que refeições fracionadas a cada três horas interrompem a formação de corpos cetônicos e impedem o corpo de utilizar os próprios depósitos lipídicos.
Produção de corpos cetônicos e impactos metabólicos
Segundo Moacir Rosa, a privação programada de alimentos estimula hormônios como a testosterona e o hormônio do crescimento GH. Ele alertou que o hipotálamo concentra os centros neurológicos de fome e sede em áreas vizinhas, provocando equívocos comuns no início da adaptação. Essa confusão gera ingestão calórica desnecessária quando o organismo requer apenas água.
Transição alimentar e queima lipídica
Moacir Rosa condena produtos ultraprocessados.
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Ao substituir alimentos ultraprocessados ricos em conservantes por opções naturais, o metabolismo retoma a capacidade de transformar depósitos lipídicos em energia estável, o que eleva a disposição mental e estabiliza os índices glicêmicos ao longo do período diário sem alimentação. O bioquímico comparou a fisiologia humana aos ancestrais de 20 mil anos atrás e aos predadores carnívoros observados na África.
Recomendações e restrições para perfis específicos
O médico apontou defasagem nos métodos clínicos aplicados na área nutricional no Brasil em comparação com protocolos adotados nos Estados Unidos e na Europa. Ele recomendou acompanhamento especializado antes de alterações na rotina diária. Algumas condições exigem atenção redobrada antes do início dos jejuns:
- Crianças em fase de crescimento acelerado e formação estrutural.
- Atletas de alto rendimento com elevada demanda de calorias diárias.
- Pacientes com diagnóstico de diabetes medicados com substâncias hipoglicemiantes.
Para desportistas profissionais, Moacir Rosa sugeriu intervalos de 15 a 16 horas sem comida uma vez por semana. Ele citou as pesquisas do médico Yoshinori Ohsumi, laureado com o Nobel de Medicina em 2016, sobre renovação celular e preservação dos telômeros.
Oscilação de peso e esgotamento do glicogênio
A perda expressiva de até seis quilos no primeiro mês reflete a eliminação de líquidos retidos e a redução dos estoques hepáticos e musculares de glicogênio. O organismo consome essas reservas antes de acessar a gordura profunda. A diminuição inicial do volume muscular decorre da saída de água associada à glicose.
O estágio de platô estabiliza a balança após a drenagem hídrica e marca o início da queima lipídica progressiva. As informações sobre o protocolo foram reunidas por Caio Nascimento sob supervisão editorial de Charlise Morais.