Astronauta Jessica Meir cuida do cabelo cacheado na ISSPor Bruna
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A astronauta Jessica Meir, integrante da Nasa, gravou imagens na Estação Espacial Internacional para demonstrar as etapas práticas de manutenção dos cabelos cacheados em ambiente de microgravidade.
Meir tem 49 anos. A profissional da Nasa explicou que atividades cotidianas sofrem alterações mecânicas drásticas fora da atmosfera terrestre, o que transforma procedimentos corriqueiros de limpeza e alinhamento dos fios em manobras complexas que exigem atenção contínua para evitar o espalhamento de água e produtos pelos painéis eletrônicos da estação.
A gravação exibe a tripulante suspensa na cabine enquanto umedece a cabeça com água e espalha uma fórmula de xampu sem necessidade de enxágue pelo couro cabeludo. “Bem-vindos ao guia de uma cacheada para controlar os cachos no espaço. Acabei de terminar meu treino, então é hora de lavar o cabelo”, disse a astronauta.
Manejo dos fios soltos na cabine orbital
A estrutura encaracolada dos fios gera dificuldades adicionais dentro da Estação Espacial Internacional, onde Meir constatou que as mechas costumam se prender constantemente em equipamentos e ferramentas do módulo.
A ausência de atração gravitacional dispensa o uso de elásticos, segundo relato de Meir. A dispersão contínua mantém a mecha suspensa longe dos olhos sem intervenção manual.
“Não preciso prender o cabelo de jeito nenhum, porque ele simplesmente fica no lugar”, afirmou Meir, que completou: “Mesmo quando estou correndo na esteira, ele nunca cai ou fica no meu rosto”.
Para a secagem, Meir utiliza uma camiseta de algodão e espalha condicionador sem enxágue com o objetivo de preservar a hidratação capilar. Ela dispensa o uso de escovas mecânicas e desfaz os nós apenas com os dedos. Isso reduz atritos desnecessários.
“Uma das coisas que mais estou ansiosa para fazer quando voltar à Terra é tomar um bom banho novamente”, confessou a pesquisadora da Nasa sobre a falta de chuveiros convencionais na órbita terrestre.
No ambiente terrestre, o padrão capilar de Meir se apresenta mais aberto e volumoso. Na Estação Espacial Internacional, as mechas assumem formato mais estreito e definido desde o bulbo.







