Estudo reconstrói rostos de múmias egípcias com DNA antigoPor Janderson Luiz
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Pesquisadores da empresa Parabon NanoLabs apresentaram no dia 15, em Orlando, na Flórida, a reconstituição facial digital de três homens do Egito antigo gerada com base no DNA extraído de múmias de mais de dois mil anos. O material genético permitiu recriar os rostos desses indivíduos na faixa dos 25 anos.
Os corpos mumificados estavam sepultados em Abusir el-Meleq, ao sul do Cairo, em sepulturas datadas entre 1380 a.C. e 425 d.C.
Modelos tridimensionais exibem feições aos 25 anos
A empresa Parabon NanoLabs, sediada em Reston, no estado da Virgínia, utilizou a técnica de fenotipagem forense para calcular a provável estrutura facial de cada indivíduo. O método analisa marcações no genoma para prever traços físicos exteriores. Três modelos foram gerados.
Cientistas do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, localizado na cidade de Tübingen, na Alemanha, foram responsáveis pelo sequenciamento genético que em 2017 gerou a primeira reconstrução considerada bem-sucedida do genoma de múmias do Egito antigo. Representantes da companhia declararam em comunicado oficial: “Esta é a primeira vez que uma fenotipagem abrangente de DNA foi realizada nos restos mortais de humanos dessa idade”.
Tecnologia forense detalhou pigmentação e traços
A equipe operou a ferramenta de fenotipagem Snapshot para identificar a ancestralidade, a cor da pele e as especificidades anatômicas de cada homem. As projeções estimaram o visual das pessoas no início da fase adulta. O trabalho integrou as apresentações do 32º Simpósio Internacional de Identificação Humana.
Pesquisadores desenharam malhas digitais em 3D para delinear os contornos exatos das faces.
Mapeamento térmico apontou variações anatômicas
O cálculo de mapas de calor permitiu apontar as diferenças estruturais existentes entre os três indivíduos da região de Abusir el-Meleq. Esse procedimento serviu para ajustar com rigor os detalhes visuais finais das reconstruções.
A preservação do material genético viabilizou a extração das sequências moleculares após milênios de sepultamento. Os resultados permitiram reconstituir traços de populações sepultadas ao sul do Cairo entre 1380 a.C. e 425 d.C. O procedimento dispensou tecidos moles para definir o formato do rosto.
Etapas da reconstituição a partir do código biológico
A empresa Parabon NanoLabs estruturou o processo por meio de etapas consecutivas de análise e modelagem computadorizada. O fluxo técnico organizou os dados gerados em 2017 para a visualização dos três indivíduos.
- Sequenciamento do DNA de múmias pelo Instituto Max Planck em 2017
- Aplicação da ferramenta Snapshot pela Parabon NanoLabs para estimativa fenotípica
- Elaboração de malhas em 3D e mapas de calor para refinamento das diferenças faciais
A divulgação dos dados visuais ocorreu no Simpósio Internacional de Identificação Humana realizado no estado da Flórida.







