Fitas originais da Apollo 11 rendem R$ 9,7 milhões em leilãoPor Bruna
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Um comprador arrematou fitas originais com gravações da Apollo 11 por um valor milionário em Nova York após o material permanecer esquecido durante 43 anos. As peças trazem filmagens de primeira geração da caminhada lunar.
O estudante de engenharia Gary George comprou cerca de 1.150 fitas magnéticas descartadas pelo governo dos Estados Unidos em um leilão de 1976 por US$ 217,77, valor correspondente a cerca de R$ 835 na época, enquanto atuava como estagiário na NASA.
A meta inicial envolvia revender os rolos para estações locais de televisão reutilizarem as fitas magnéticas. Ele desconhecia a relevância histórica.
O pai de Gary George alterou os planos da família ao identificar que três unidades continham a inscrição descrita como “APOLLO 11 EVA | July 20, 1969 REEL 1–3”.
George manteve o pacote particular intacto sem conferir o conteúdo registrado durante décadas. A ausência de equipamentos antigos compatíveis impediu a reprodução imediata do material.
Localização do conteúdo em estúdio revelou resolução superior
A agência espacial norte-americana iniciou em 2008 uma busca pública pelas fitas da expedição para as comemorações dos 40 anos da missão, situação que levou George a digitalizar as mídias em um laboratório técnico e constatar os passos de Neil Armstrong e Buzz Aldrin na Lua.
A gravação registrou a fixação da bandeira dos Estados Unidos na superfície lunar e a coleta de sedimentos rochosos. Os rolos documentaram também a conversa entre os astronautas e o presidente Richard Nixon. Essa versão preservou nitidez superior em relação às transmissões exibidas na televisão em 1969.
As transmissões televisivas de 1969 exigiam a conversão do sinal de varredura lenta emitido pelos aparelhos da NASA, mecanismo responsável pela queda drástica de nitidez nas telas convencionais. O material adquirido por George guardou matrizes diretas desse sinal bruto.
Sessão na Sotheby’s fechou venda histórica em 2019
George preservou os três rolos de fita por 43 anos antes de entregá-los para a casa Sotheby’s, sediada em Nova York, para a realização do leilão temático em 2019 pelos 50 anos da missão Apollo 11.
O lance final bateu US$ 1,82 milhão após disputa de três participantes por internet e telefone, quantia calculada em R$ 9,7 milhões na época. A casa de leilões manteve em sigilo o nome do comprador.







