Apesar de querer se aposentar aos 60 anos, 32% dos brasileiros preveem barreira no INSSPor Beatriz
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Cerca de 59% dos trabalhadores no Brasil planejam parar de trabalhar até os 60 anos, mas 30% reconhecem que só receberão pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social a partir dos 61 anos, de acordo com pesquisa finalizada em 16 de julho. O dado expõe o descompasso entre o desejo da população e as exigências da lei.
As informações constam na quarta edição do relatório Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento, contratado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida.
O diagnóstico apurou que 59% dos profissionais com emprego ativo gostariam de encerrar a trajetória profissional antes da sexta década de vida. Por outro lado, 32% dos participantes admitem a impossibilidade prática de alcançar esse objetivo com as normas atuais.
A reforma previdenciária de 2019 estabeleceu a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens requererem a aposentadoria no Instituto Nacional do Seguro Social, criando regras de transição específicas para os trabalhadores que já contribuíam antes da mudança legislativa.
O levantamento coletou respostas de 1.908 pessoas em diferentes regiões do país entre 8 e 16 de julho. Uma fatia de 11% dos cidadãos avalia que continuará em atividade até o fim da vida. Outros 12% dos entrevistados declararam que sequer pretendem solicitar os proventos públicos.
A aspiração de interromper as atividades profissionais ainda na faixa dos 50 anos repete os percentuais apurados em edições passadas do levantamento. Apenas 28% creem nessa antecipação.

Entre os indivíduos que já deixaram o mercado de trabalho, 92% declararam dependência financeira direta dos repasses pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social como principal meio de sobrevivência.
No grupo que permanece na ativa recolhendo tributos previdenciários, 65% desconhecem o montante exato que receberão no momento do desligamento das funções. Somente 35% calculam o valor futuro, sendo que 53% desses contribuintes projetam obter no máximo um salário mínimo, quantia fixada em R$ 1.621.
Entre os trabalhadores que planejam recorrer ao sistema público, 56% preveem corte de despesas cotidianas para equilibrar o orçamento doméstico. Outros 25% acreditam na preservação do padrão econômico familiar. Já 16% temem enfrentar privações severas por causa da remuneração reduzida.
Aproximadamente 70% dos participantes relatam receio de perder o acesso a serviços médicos na velhice, mas somente 28% adotaram ações concretas para custear assistência médica privada.
A perda prematura de parentes gera apreensão em 70% dos cidadãos ouvidos, cenário para o qual apenas 22% estruturam algum amparo prévio. O diagnóstico de enfermidades graves figura como fonte de inquietação para 63% dos consultados.







