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O Instituto Nacional do Seguro Social comunicou a circulação de novas abordagens fraudulentas focadas em aposentados e pensionistas durante a etapa de prova de vida. Estelionatários entram em contato com as vítimas fingindo integrar a equipe do órgão para exigir a entrega imediata de dados sob pretexto de evitar a suspensão da renda mensal. As tentativas ocorrem por ligações telefônicas, mensagens de WhatsApp, SMS, correio eletrônico e correspondências impressas.

Os criminosos simulam prazos urgentes para que os beneficiários preencham cadastros ou confirmem dados cadastrais sob a falsa justificativa de impedir a paralisação do benefício. O esquema inclui solicitações de cópias de documentos, autorizações de cadastros e envio de links direcionados a páginas falsas na internet.

O Instituto Nacional do Seguro Social não solicita envio de fotos de documentos por mensagens, não telefona para pedir senhas e não envia endereços eletrônicos para validação de biometria facial.

Táticas empregadas para enganar aposentados e pensionistas

A menção direta à prova de vida serve como isca para conferir aparência legítima ao contato com quem depende da renda previdenciária. Os criminosos exploram uma rotina conhecida pelo público atendido para transmitir autoridade logo na abordagem inicial.

O contato costuma começar com o envio de um alerta falso sobre uma suposta inconsistência cadastral que precisa de correção imediata. Logo após a mensagem, o interlocutor exige que a vítima envie informações pessoais, confirme números de identificação ou abra um link para finalizar a suposta regularização no sistema. A tática induz ao erro.

A recomendação prioritária do órgão determina que os segurados interrompam qualquer interação desse modelo sem repassar senhas, números de benefício ou fotografias de identificação pessoal.

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Maneiras oficiais de comprovar a regularidade do segurado

A comprovação periódica atesta a sobrevivência do titular e resguarda o pagamento mensal dos benefícios administrados pelo governo federal. A validação, contudo, dispensa a necessidade de contatos telefônicos não solicitados ou cliques em endereços eletrônicos suspeitos.

O segurado que optar pelo formato tradicional pode comparecer diretamente à agência bancária responsável pelo repasse financeiro portando um documento oficial com foto, ou acessar o aplicativo Meu INSS para concluir o reconhecimento por biometria facial sem a necessidade de sair de casa para realizar a validação. Essa opção digital agiliza o processo.

Pessoas com limitações de mobilidade podem solicitar a visita domiciliar de servidores do Instituto Nacional do Seguro Social, desde que o pedido receba autorização formal após os trâmites do órgão.

O próprio sistema público nacional passou a verificar a situação dos segurados através da integração tecnológica entre diferentes bancos de dados governamentais. A checagem automática diminui a dependência de atos manuais.

Cruzamento de registros públicos dispensa deslocamento

O processo de conferência automatizado pelo governo aceita o acesso identificado ao aplicativo Meu INSS com selo biométrico, a renovação de passaporte ou carteira de identidade, vacinações aplicadas pelas equipes de saúde, atendimento médico na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e o comparecimento presencial às urnas durante eleições oficiais.

Essa análise de registros governamentais evita que o aposentado precise se deslocar até as agências bancárias apenas para comprovar a própria sobrevivência. A rede digital centraliza os dados.

A constatação de qualquer pendência deve ser realizada exclusivamente por iniciativa do cidadão nas ferramentas oficiais mantidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social, sem intermediários externos.

Consequências da falta de atualização do cadastro

A ausência da comprovação de vida dentro do cronograma anual do Instituto Nacional do Seguro Social bloqueia a liberação do dinheiro na conta bancária. A falta de regularização posterior conduz à suspensão administrativa e ao cancelamento definitivo do pagamento previdenciário.

Os estelionatários aproveitam o temor dos beneficiários em relação ao cancelamento de aposentadorias e pensões para acelerar a entrega indevida de dados privados sob coação psicológica.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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