Pular para o conteúdo
Menu
Mix Vale

O laboratório Cristália marcou para 24 de setembro de 2026 o início da testagem clínica pioneira da polilaminina em seres humanos. Esta etapa inicial pretende determinar se a aplicação da molécula não causa efeitos tóxicos no organismo, adiando a comprovação de eficácia médica para ensaios futuros.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou os ensaios em janeiro, período em que a farmacêutica cumpriu trâmites regulatórios para viabilizar as aplicações hospitalares.

Apenas cinco voluntários participarão deste protocolo de estreia. O grupo aceita indivíduos entre 18 e 72 anos que sofreram ruptura completa na região torácica da medula e já possuem indicação prévia para cirurgia. O trauma necessita ter ocorrido no intervalo máximo de 72 horas, repetindo o parâmetro adotado pela pesquisadora Tatiana Sampaio em ensaios laboratoriais.

As aplicações ocorrerão no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia, duas instituições da cidade de São Paulo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência participará da operação para transferir feridos que preencham os critérios médicos.

Estudo da polilaminina - Reprodução/TV Globo
Estudo da polilaminina – Reprodução/TV Globo

Primeira etapa da pesquisa avalia segurança biológica em humanos

A equipe médica ainda não dispõe de dados para confirmar se o composto proporciona restabelecimento de funções motoras neste momento experimental.

“Dependendo dos resultados, o programa de desenvolvimento poderá avançar para as Fases 2 e 3, destinadas a avaliar a eficácia em um número maior de participantes. Trabalhamos em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia”, afirmou Rogério Almeida, vice-presidente do laboratório Cristália.

Os dados coletados em laboratório indicam que a molécula possui potencial para estimular a reconstituição tecidual em quadros de trauma agudo, situação na qual o paciente sofreu uma perda recente de conectividade na coluna e ainda apresenta estruturas biológicas capazes de responder à intervenção medicamentosa.

A anatomia óssea esclarece o mecanismo da agressão física. O canal vertebral abriga o feixe nervoso.

Esse canal conduz a medula espinhal até a base craniana para coordenar a motricidade corporal.

O cordão nervoso distribui as ordens cerebrais para as extremidades e transporta impulsos de dor e sensação tátil. Rupturas na medula impedem essa passagem de dados nervosos.

A substância atua no local.

A meta terapêutica consiste em induzir o crescimento de novas conexões axonais após a aplicação direta na área atingida. Cientistas buscam reativar trajetos motores interrompidos pelo trauma.

O grupo conduzido por Tatiana Sampaio reuniu resultados prévios com oito indivíduos feridos.

Os oito pacientes acompanhados apresentaram graus distintos de resposta motora durante a observação. A recuperação não ocorreu de modo homogêneo entre todos os participantes daquele grupo.

O material necessita de avaliação por comitês científicos independentes para certificar a metodologia aplicada.

A reduzida amostragem de voluntários impede conclusões gerais sobre a ação da molécula. Variações anatômicas nas lesões tornam os resultados individuais difíceis de projetar para a população ampla.

O composto não possui testes para paralisias crônicas consolidadas há anos.

Próximas etapas do cronograma dependem de resultados iniciais

O modelo clínico transfere o produto do ambiente acadêmico para o tratamento direto em leitos hospitalares monitorados.

O planejamento oficial estabelece metas sequenciais antes da fabricação comercial. A equipe aguarda pareceres éticos adicionais para iniciar a administração das doses.

  • Iniciar a fase 1 para verificar a segurança do composto em pequeno grupo de participantes voluntários.
  • Ampliar a amostragem nas fases 2 e 3 para aferir doses corretas e eventuais efeitos colaterais caso a substância seja tolerada.

O produto permanece sem registro definitivo de medicamento nas agências sanitárias, sem garantia de relação causal direta com relatos prévios de recuperação motora observados em laboratório.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

Notícias relacionadas

Mais lidas

  1. Destaques

    Polícia descarta investigar por homicídio namorado de jovem que caiu do 7º andar

  2. Destaques

    Júnior Bauru tem Porsche cercado na Lagoa e assaltante acaba baleado no Rio de Janeiro

  3. Destaques

    Detran-RJ emite Carteira de Identificação da Mãe Atípica sem custo

  4. Receita Federal

    Saiba como será o Split Payment: reforma tributária divide imposto na hora da compra e muda rotina de empresas no Brasil

  5. Economia

    Gasolina com 35% de etanol: testes do governo avaliam mistura e mecânicos alertam para riscos em carros no Brasil

  6. Brasil

    Fibras de pitanga e cambuci reduzem a viabilidade de células de câncer colorretal em laboratório, diz USP

  7. Destaques

    Bob Dylan se encontra com o Papa Leão XIV no Vaticano após mediação cultural

  8. Destaques

    Tornado no Aeroporto de Chapecó atinge 126 km/h, arranca teto de terminal e cancela voos em Santa Catarina

  9. Destaques

    Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, morre aos 48 anos em São Paulo

  10. Serasa

    Feirão Limpa Nome da Serasa oferece descontos de até 99% para quitar dívidas no Brasil até 6 de dezembro

Sua privacidade

O Mix Vale usa cookies para medir audiência e exibir anúncios que sustentam a redação. Você escolhe. Política de privacidade.