Nasa confirma existência do planeta Elias 2-24 b em formaçãoPor Maria
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Cientistas da Nasa confirmaram a identificação do Elias 2-24b como o planeta mais jovem já registrado na história da astronomia. A agência espacial norte-americana divulgou as conclusões da pesquisa em 16.
O astro possui idade inferior a 1 milhão de anos e continua sua evolução orbital ao redor da estrela hospedeira. Uma estrutura circular formada por gás e poeira envolve o corpo celeste em desenvolvimento. A massa concentrada equivale ao tamanho de Júpiter.
O material gasoso continua em processo direto de absorção pelo núcleo em crescimento durante esta fase preliminar.
Esse processo contraria modelos teóricos. Astrônomos tentam compreender como o corpo espacial atingiu tais dimensões com tão pouco tempo de existência.
Cálculos científicos estimavam anteriormente que mundos gasosos parecidos com Júpiter precisavam de cerca de 5 milhões de anos para consolidar sua estrutura a uma distância proporcional à que separa Júpiter do Sol em nosso sistema. O Elias 2-24b desmente essas projeções ao apresentar desenvolvimento acelerado enquanto orbita sua estrela hospedeira em um raio aproximadamente 55 vezes superior ao espaço que separa o planeta Terra do Sol, configuração que alterou os parâmetros dos cientistas responsáveis. As medições intrigaram as equipes.

Telescópios no Chile rastrearam os primeiros sinais do corpo celeste
Os primeiros indícios surgiram há cerca de 10 anos quando registros obtidos pelo ALMA, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array instalado no Chile, revelaram uma abertura nítida na poeira da estrela. O Telescópio Muito Grande pertencente ao Observatório Europeu do Sul captou logo depois uma emissão discreta de luminosidade exatamente naquele intervalo vazio.
A hipótese de um planeta motivou uma busca nos registros do Arquivo do Observatório Leck, em parceria mantida entre a Nasa e o Instituto de Ciência de Exoplanetas.
O grupo examinou capturas coletadas em 2018 e 2020 para verificar o deslocamento do ponto luminoso. As análises comprovaram que a movimentação correspondia ao curso de um planeta em órbita, descartando a possibilidade de ser uma estrela ao fundo.
Novo equipamento espacial amplia a capacidade de monitoramento
Lançado em 30 de agosto, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman examinará uma área espacial 50 vezes mais ampla do que todo o volume coberto pelo Hubble durante três décadas operacionais.
A abrangência visual cem vezes superior permitirá rastrear formações planetárias invisíveis para os aparelhos antecessores. A agência espacial norte-americana planeja mapear regiões com menor emissão luminosa.
A projeção científica foca na detecção de mundos com trajetórias orbitais menores e que apresentem idade inferior à do Elias 2-24b.
“Normalmente ouvimos falar de telescópios funcionando separadamente, mas essa confirmação só foi possível usando múltiplos telescópios juntos. Elias 2-24b está no limite do que os telescópios atuais podem detectar, mas com novos instrumentos como o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman da Nasa, tais detecções devem se tornar mais fáceis”, disse a pesquisadora Andrea Bernardi, da Universidad Diego Portales, no Chile. A doutoranda conduziu a análise dos dados ópticos referentes ao novo exoplaneta.







