Nasa identifica cratera de 222 metros na superfície lunarPor Maria
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A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, operada pela Nasa, localizou uma nova cratera de 222 metros de largura na superfície da Lua, segundo estudo divulgado pela revista Science Advances em 16 de setembro. O impacto gerou uma cavidade com 43 metros de profundidade após a queda de um corpo celeste.
A estrutura recebeu o nome formal de McGetchin em memória do pesquisador lunar Tom McGetchin.
Pesquisador localizou anomalia visual em imagens da sonda
O cientista Robert Wagner identificou a formação enquanto examinava o mapa do relevo lunar gerado pelos equipamentos em órbita. Ele avistou uma mancha luminosa envolvida por uma borda circular escura, padrão característico de alteração recente no terreno. O pesquisador parou os trabalhos.
Wagner descreveu o momento da descoberta ao relatar: “Eu simplesmente parei, larguei tudo e comecei a investigar o que era aquele ponto. Foi de longe o padrão de detritos de impacto mais óbvio que já vi em uma dessas imagens”. A análise comparativa entre registros anteriores e fotos recentes confirmou que o terreno sofreu uma colisão inédita.

Dimensões da nova abertura equivalem a dois campos esportivos
Imagens obtidas pela sonda espacial da Nasa revelaram que a abertura possui dimensões capazes de abrigar três ônibus escolares empilhados verticalmente na sua parte mais funda, além de apresentar uma extensão horizontal que se aproxima do comprimento linear de dois campos de futebol. Esse tipo de buraco resulta da energia liberada pela desintegração de rochas densas. O choque projetou material rochoso por quilômetros ao redor do ponto central. A cavidade surgiu na borda leste da Lua entre abril e maio de 2024.
Os cálculos astronômicos indicam que o objeto causador da colisão correspondia ao tamanho de um edifício com altura de até seis andares, fosse ele um asteroide ou cometa. O choque escavou a crosta lunar de maneira instantânea.
- Largura da cratera: 222 metros de diâmetro.
- Profundidade máxima: 43 metros em relação à superfície.
- Período estimado do choque: entre abril e maio de 2024.
- Porte do projétil cósmico: equivalente a um prédio de até seis andares.
Falta de camada protetora expõe a superfície lunar a impactos
Diferente da Terra, que conta com um envoltório de gases capaz de desacelerar e incinerar fragmentos rochosos antes que atinjam o chão, a Lua carece de atmosfera densa. Esse vácuo permite que meteoroides atinjam o solo com velocidade máxima e sem nenhuma resistência. Em razão dessa vulnerabilidade, o satélite natural acumula marcas visíveis de incontáveis colisões cósmicas.
A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter atua em torno do satélite há mais de 17 anos com sete instrumentos especializados dedicados a monitorar relevo, temperatura, minerais e índices de radiação. O equipamento espacial já mapeou pelo menos mil crateras geradas recentemente na crosta lunar durante todo o seu período de atividade contínua.
Colisão de rocha espacial rara acontece uma vez por século
Pesquisadores afirmam que eventos da intensidade registrada na cratera McGetchin ocorrem apenas uma vez a cada 100 anos na Lua.
Apesar de a Lua sofrer múltiplos bombardeios de pequenos detritos a cada ano, impactos capazes de abrir mais de 200 metros de diâmetro permanecem raros no histórico de observações astronômicas. Os dados coletados pelos sensores da Nasa prosseguem em análise detalhada pelos cientistas da missão espacial.







