A babá Coraci Pereira de Sousa, de 62 anos, e o bebê João Guilherme morreram eletrocutados na tarde de sexta-feira, 2 de outubro de 2026, em Palmeiras de Goiás. As duas vítimas foram encontradas caídas de bruços na área externa dos fundos de uma residência localizada no Setor Boa Esperança.
O socorro mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e da Polícia Militar por volta das 15h, mas os profissionais constataram a morte imediata no local. Ambos apresentavam queimaduras visíveis pelo corpo, rigidez cadavérica e livores nas proximidades de um disjuntor elétrico.
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A localização das vítimas aconteceu depois que familiares tentaram contato telefônico insistente com a cuidadora ao longo do dia e não tiveram resposta. Sem conseguir retorno pelas ligações, uma prima da babá foi até o imóvel para averiguar o silêncio e encontrou as vítimas desacordadas no quintal, solicitando apoio imediato às forças de resgate.
Suspeita aponta para arame de varal energizado em Palmeiras de Goiás
Militares que atenderam à ocorrência relataram que a corrente de energia pode ter sido conduzida por uma estrutura metálica instalada próxima à caixa de força da residência. A suspeita inicial é de que um arame utilizado como varal tenha entrado em contato com a rede e provocado o choque nas vítimas. O aspirante Cainan Magalhães, do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, detalhou a situação encontrada pelas equipes de socorro: “O local onde elas estavam deitadas era próximo a um disjuntor. Na região desse disjuntor, existia um arame que aparentemente era um varal metálico. A suspeita é de que esse arame tenha causado a condução da corrente elétrica para elas”.
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Informações registradas no atendimento em Palmeiras de Goiás
- Data da ocorrência: sexta-feira, 2 de outubro de 2026
- Local do fato: Setor Boa Esperança (Vila Boa Esperança), em Palmeiras de Goiás
- Horário aproximado do chamado: 15h
- Órgãos mobilizados: Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, Samu, Polícia Militar, Polícia Civil e IML
Perícia técnica apura dinâmica da descarga elétrica
A Polícia Civil formalizou por volta das 16h o acionamento do Instituto Médico Legal para a remoção dos corpos e determinou a realização de perícia técnica no endereço. No início dos trabalhos, os investigadores avaliaram a hipótese de a mulher ter sofrido a descarga elétrica ao tentar desligar manualmente o disjuntor, mas os levantamentos periciais passaram a concentrar a análise na presença do fio metálico preso à estrutura como o meio transmissor da alta voltagem.
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Documentos da ocorrência e relatórios preliminares de saúde registraram divergência na idade de João Guilherme, que constou como 9 meses na maior parte das apurações policiais e em registros posteriores, enquanto comunicados iniciais anotaram 6 meses de vida. A apuração técnica ainda não concluiu se o bebê estava no colo da babá durante a passagem da eletricidade ou se tocava o solo e o arame energizado.
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Os laudos definitivos da Polícia Técnico-Científica e do Instituto Médico Legal seguem em elaboração para esclarecer se o varal metálico já estava sob tensão elétrica contínua e detalhar a falha que permitiu o escape da corrente na rede do imóvel.
