A influenciadora digital e escritora Fernanda Fialho morreu aos 29 anos no Rio de Janeiro. Criadora da página Para Que Tabu, a comunicadora teve a morte confirmada por meio de comunicados publicados nas redes sociais oficiais do projeto, no sábado (3). A causa do falecimento de Fernanda Nathany Fialho Silva não foi revelada publicamente pelos familiares ou pelos administradores dos canais digitais mantidos pela ativista.
Fernanda reuniu mais de 177 mil seguidores na internet ao compartilhar relatos sobre saúde mental, maternidade atípica e inclusão. Diagnosticada com transtorno do espectro autista nível 2 de suporte aos 25 anos, ela transformou as próprias vivências em palestras e publicações literárias dedicadas a conscientizar famílias que enfrentavam barreiras parecidas. A influenciadora deixa uma filha, Ana Laura, cujo processo de investigação médica motivou a busca pelo diagnóstico materno.
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Antes de receber a confirmação médica sobre a condição neurológica, a escritora enfrentou um longo histórico de sofrimento psíquico sem o suporte adequado. Ela registrou que passou por 15 internações psiquiátricas ao longo da juventude e lidou com diagnósticos imprecisos até compreender as próprias necessidades sensoriais e comportamentais. Em reflexão publicada nas redes sociais, Fernanda declarou que sobreviveu a muitas tempestades, incluindo internações, diagnósticos tardios e violências invisíveis, até entender que a salvação começou quando encontrou a própria voz e o diagnóstico da filha.
Trajetória literária e conscientização sobre o autismo
O trabalho público de Fernanda começou em 2018 com o lançamento do perfil Para Que Tabu, espaço criado com a finalidade de narrar a rotina de consultas psiquiátricas e psicológicas sem preconceitos. A iniciativa ganhou notoriedade ao abordar temas delicados em linguagem direta, aproximando profissionais de saúde e pessoas em busca de acolhimento social. Na rede, a comunicadora se apresentava como carioca faladeira e mantinha contato diário com mães atípicas.
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Ao longo da carreira, a autora publicou três livros com relatos confessionais e dados informativos. Em junho de 2025, durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, Fernanda lançou a obra autobiográfica intitulada A história que meus pais não contariam – sobrevivendo sem o diagnóstico de autismo. O volume aprofundou as barreiras institucionais vivenciadas por mulheres autistas adultas no sistema de saúde e reuniu orientações práticas sobre identificação de sinais e direitos fundamentais.
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Marcos da trajetória de Fernanda Fialho
- 9 de novembro de 1996 — Nascimento de Fernanda Nathany Fialho Silva.
- 2018 — Criação da página Para Que Tabu para abordar saúde mental nas redes sociais.
- Junho de 2025 — Lançamento do livro autobiográfico na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.
- 1 de outubro de 2026 — Morte da influenciadora no Rio de Janeiro, confirmada no sábado (3).
Despedida de Fernanda Fialho na Baixada Fluminense
Diferentemente das primeiras informações divulgadas sobre a ausência de detalhes sobre os atos fúnebres, as cerimônias de despedida foram programadas e executadas na Baixada Fluminense. O velório de Fernanda Fialho ocorreu no sábado, 3 de outubro de 2026, entre 11h30 e 13h30, na Capela J do Cemitério Parque Jardim de Mesquita, localizado no município de Mesquita. A cerimônia reuniu parentes, incluindo o pai de Fernanda, Ivan Fialho, além de amigos próximos e leitores da página.
Em nota divulgada para os seguidores após as homenagens fúnebres, o perfil oficial Para Que Tabu destacou o impacto do trabalho construído pela influenciadora carioca nos últimos anos e informou que o amor, a voz e a história de Fernanda permanecem entre os que acompanharam a jornada da escritora.
