A companhia aérea canadense WestJet Airlines LTD. recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para prestar serviços regulares de transporte internacional de passageiros e cargas no Brasil. A decisão administrativa permite que a empresa realize operações aéreas com origem ou destino em aeroportos do território brasileiro.
A liberação operacional do órgão regulador ocorreu por meio da Portaria nº 20.129/2026, editada na segunda-feira (5) e publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (7). “A autorização representa a entrada de mais uma empresa aérea estrangeira no mercado brasileiro e amplia as possibilidades de conectividade aérea internacional entre o Brasil e o Canadá”, afirmou a Assessoria de Comunicação Social da Anac.
WestJet amplia concorrência entre empresas aéreas canadenses no mercado brasileiro
Com o deferimento publicado pelo governo federal, a WestJet passa a ser a terceira empresa aérea sediada no Canadá autorizada a cumprir voos comerciais regulares no país. Até a publicação da portaria, a presença canadense no setor aeroviário brasileiro era formada exclusivamente pelas operadoras Air Canada e Air Transat.
A entrada da companhia no mercado amplia as alternativas de viagem e circulação de produtos entre a América do Norte e o Brasil. No segmento de transporte de mercadorias, a WestJet pretende alocar espaço no porão de suas aeronaves para movimentar cargas como encomendas de comércio eletrônico, insumos industriais, produtos farmacêuticos e remessas perecíveis procedentes de território sul-americano.
Rota direta da WestJet prevê voos entre Calgary e o Aeroporto de Guarulhos
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O planejamento operacional da WestJet abrange a rota entre a cidade de Calgary, no oeste do Canadá, e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), na Grande São Paulo. O projeto marca a primeira conexão direta e sem escalas entre essa região canadense e o continente sul-americano, além de representar o 100º destino internacional sem conexões a partir da base principal da empresa.
As viagens de longa distância planejadas para ligar os dois países foram estruturadas em torno de características técnicas específicas da frota da operadora canadense:
- Aeronave designada para o trajeto: Boeing 787-9 Dreamliner
- Capacidade total de passageiros por viagem: 320 assentos
- Autonomia máxima de alcance do modelo: 14.010 quilômetros
- Frequência prevista para a operação internacional: 3 voos semanais
- Norma oficial de concessão da ANAC: Portaria nº 20.129/2026
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Histórico do projeto da WestJet e parceria regional com a Latam
Em janeiro de 2026, a direção da WestJet divulgou pela primeira vez a intenção de estrear voos ligando Calgary ao terminal de Guarulhos. A proposta estratégica inclui um acordo de cooperação com a companhia aérea Latam, desenhado para viabilizar a distribuição e o transbordo de passageiros que desembarcam em São Paulo rumo a mais de 60 destinos localizados na América do Sul.
A companhia é liderada por Alexis von Hoensbroech, diretor-executivo (CEO) do WestJet Group. A empresa aérea aposta no terminal paulista como ponto de captação de tráfego aéreo de passageiros corporativos e de turismo interessados em trajetos rumo às províncias ocidentais canadenses sem a necessidade de paradas em outros centros urbanos.
Cronograma e etapas pendentes para o início efetivo dos voos
Apesar da habilitação regulatória formalizada na Portaria nº 20.129/2026, a ANAC esclareceu que a concessionária ainda precisa registrar e definir a malha aérea definitiva junto ao sistema do órgão para colocar as viagens em prática. A data exata de início dos voos comerciais após o deferimento regulatório da ANAC não está fixada no Diário Oficial, dependendo do registro formal de malha aérea junto ao órgão regulador.
Nos anúncios iniciais da empresa, constava a previsão de um voo inaugural sob o código WS-54 marcado para o dia 8 de novembro de 2026, com decolagem de Calgary às 22h45. Posteriormente, programações divulgadas pela WestJet apresentaram previsões para a faixa entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027, mantendo a estimativa de três partidas por semana. O cronograma operacional final depende da confirmação dos pedidos de slots e autorizações finais de voo analisadas pelas autoridades da aviação civil brasileira.
