Panamá decreta emergência e libera verba após terremoto

Terremoto Panama - X/Twitter Foto: Terremoto Panama - X/Twitter

O governo do Panamá decretou estado de emergência nacional após um terremoto atingir o sul do país e deixar ao menos 27 feridos. A medida foi aprovada no sábado (10) pelo Conselho de Gabinete e autoriza o uso de até US$ 100 milhões para atendimento humanitário imediato e reparos em prédios públicos e estradas danificadas.

O presidente José Raúl Mulino convocou a reunião extraordinária para formalizar as contratações emergenciais e socorrer famílias desabrigadas. De acordo com o balanço divulgado pelas autoridades governamentais, não houve registro de mortos ou pessoas desaparecidas em decorrência do abalo sísmico, ocorrido na sexta-feira (9).

Danos causados pelo terremoto no Panamá

Vistorias preliminares coordenadas pelos ministérios setoriais apontaram estragos materiais consideráveis na infraestrutura civil panamenha, com concentração de danos nas províncias de Herrera, Los Santos e Veraguas. As inspeções técnicas identificaram avarias que variam de pequenas rachaduras ao colapso completo de construções, mobilizando equipes de engenharia para contenção de riscos estruturais.

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Os levantamentos iniciais das equipes de emergência registraram os seguintes impactos nas estruturas públicas e privadas:

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  • 426 residências danificadas, onde moravam 2.130 pessoas;
  • 419 unidades escolares com avarias físicas registradas;
  • 21 instalações de saúde pública com prejuízos estruturais;
  • Bloqueios parciais em rodovias, incluindo a via de acesso ao município de Tonosí.

O ministro da Economia e Finanças do Panamá, Felipe Chapman, declarou que o país dispõe de recursos financeiros suficientes para responder aos estragos mais urgentes e que as contas nacionais estão preparadas para a emergência. Em declaração oficial, em tradução livre, o ministro afirmou que “a economia panamenha não vai parar” e pontuou que o Estado “conta com os recursos necessários para enfrentar os danos e as necessidades mais urgentes”.

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Suspensão de aulas e ações do governo do Panamá

O ministro da Educação do Panamá, Ventura Vega, determinou a paralisação completa das atividades escolares em todo o território nacional para a segunda-feira, 12 de outubro de 2026. A determinação abrange estabelecimentos da rede pública e colégios particulares, visando permitir a continuidade das vistorias de segurança e reduzir o estresse da comunidade escolar.

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“Na segunda-feira não teremos aulas, conscientes da ansiedade existente e pela paz mental do país, decidimos não ter aulas na segunda-feira, nem particulares nem oficiais”, afirmou Ventura Vega, em tradução livre. Na área de habitação, o ministro da Habitação e Ordenamento Territorial, Jaime Jované, informou que o plano emergencial prevê reparos ou reconstrução das residências afetadas pelo abalo.

Medições sísmicas e suporte financeiro no Panamá

O abalo sísmico ocorreu às 12h56 no horário local de sexta-feira (9), com epicentro localizado nas proximidades da costa de Tonosí. Há divergência técnica entre os órgãos de monitoramento sobre a intensidade do fenômeno: o Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou magnitude de 7,7 a uma profundidade de 10 quilômetros, enquanto o Instituto de Geociências da Universidade do Panamá calculou magnitude de 7,5 com profundidade de 4 quilômetros.

Apesar da intensidade do tremor na costa do Pacífico, alertas iniciais de tsunami foram cancelados rapidamente por órgãos internacionais. A administração do Canal de Panamá confirmou que as operações de travessia marítima seguiram em ritmo normal, após a aplicação imediata de protocolos técnicos preventivos que constataram a total integridade de suas eclusas e canais navegáveis.

Para complementar os fundos locais, organismos multilaterais disponibilizaram suporte externo, incluindo o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que colocou à disposição do governo panamenho até US$ 300 milhões em linhas de crédito contingenciais e verbas humanitárias não reembolsáveis. O montante financeiro consolidado de todos os prejuízos materiais ainda não foi determinado e depende da finalização dos censos municipais, enquanto o governo avalia se precisará solicitar à Assembleia Nacional a dispensa do limite fiscal de 3,5% do Produto Interno Bruto para o exercício financeiro de 2026.

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