Cachambi registra morte de dono de bar baleado por policial militar de folga após discussão na Zona Norte

Willyan Curado da Silva - Reprodução Foto: Willyan Curado da Silva - Reprodução

O comerciante, supervisor de obras e tatuador Willyan Curado da Silva, de 28 anos, foi morto a tiros na tarde de segunda-feira (12) no bairro do Cachambi, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O autor dos disparos é o policial militar Natan Peixoto Diniz Cavalcanti, de 33 anos, que estava de folga e alegou ter reagido após a vítima sacar um simulacro de arma de fogo.

Lotado na Unidade de Polícia de Proximidade (UPP) do Jacaré, o agente permaneceu no local após os tiros, identificou-se aos policiais acionados para a ocorrência e entregou a própria arma. A família do comerciante, conhecido pelo apelido de Cobra, nega a versão apresentada pelo militar à corporação e afirma que a vítima não teve chance de defesa.

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Versões sobre a morte de Willyan Curado da Silva na Rua Baldraco

O crime ocorreu na esquina da Rua Baldraco com a Rua Ferreira de Andrade, endereço onde funcionam o bar administrado pela vítima e a sede do motoclube Vikings (Vikings MC 22), grupo do qual Willyan Curado da Silva fazia parte, além de atuar na mesma via no estúdio Bullet Tattoo Ink. Em depoimento inicial à Polícia Militar, Natan Peixoto Diniz Cavalcanti afirmou que teve um desentendimento com o comerciante e atirou quando ele sacou uma réplica de pistola, objeto que acabou apreendido na cena da ocorrência.

Parentes da vítima contestam o relato do agente de segurança. A perita criminal Cris Reis, esposa de Willyan Curado da Silva, e outros familiares afirmam que o tatuador foi atacado de surpresa e que os disparos continuaram mesmo quando ele descia as escadas da sede do motoclube. O homem morreu no local diante da mulher e do filho de 4 anos.

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Nas redes sociais, a companheira do comerciante publicou uma mensagem de despedida após o ocorrido. “Eu amo tanto você! Você foi a melhor pessoa que a vida me deu… eu nunca vou te esquecer, te amo, vida, para sempre. Levaram a minha vida, a minha melhor pessoa”, declarou.

Feriado de 12 de outubro na Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Os disparos aconteceram durante o feriado de 12 de outubro de 2026, Dia de Nossa Senhora Aparecida, a poucos metros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, localizada na Rua Ferreira de Andrade. No momento da ocorrência, as imediações recebiam grande público para as celebrações da padroeira do Brasil, programação que incluiu uma missa celebrada no início da noite pelo cardeal e arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, para elevar a igreja à condição de Santuário Arquidiocesano.

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Investigação da Delegacia de Homicídios e enterro em Inhaúma

Equipes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) realizaram a perícia técnica na Rua Baldraco e assumiram o inquérito sobre a morte. “Testemunhas foram ouvidas e outras diligências estão em andamento para apurar os fatos”, informou a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, em nota oficial. A Corregedoria Geral da Polícia Militar também abriu um procedimento apuratório para avaliar a conduta do agente da UPP do Jacaré.

Ainda não há confirmação oficial sobre a quantidade exata de tiros efetuados pelo policial nem sobre o motivo que deu início à discussão no motoclube. As autoridades policiais também não confirmaram se Natan Peixoto Diniz Cavalcanti permaneceu preso após se apresentar aos colegas de farda no local da ocorrência.

  • Segunda-feira, 12 de outubro de 2026 (tarde): ocorrência dos disparos e perícia na esquina da Rua Baldraco com a Rua Ferreira de Andrade, no Cachambi.
  • Terça-feira, 13 de outubro de 2026 (manhã): reconhecimento do corpo por familiares e amigos no Instituto Médico-Legal (IML).
  • Terça-feira, 13 de outubro de 2026 (tarde): cerimônia de velório e sepultamento no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

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