Profissionais de saúde e comportamento emitiram um alerta nesta sexta-feira (16), no Brasil, sobre os impactos do seagulling nas relações afetivas. A prática ocorre quando uma pessoa sem intenção de assumir um compromisso age para manter o ex-parceiro ou pretendente emocionalmente preso, impedindo que ele se envolva com outros pretendentes.
A professora e especialista em sexualidade Regina Racco apontou que o comportamento se manifesta tanto em encontros casuais quanto após o fim de um namoro. Na mesma linha, o médico e professor Bruce Y. Lee, em análise publicada em 24 de abril de 2026, definiu a dinâmica: “Seagulling é quando você não tem interesse romântico real em uma pessoa, mas ainda assim mantém os outros longe dela”, afirmou, em tradução livre.
Como funciona a dinâmica do seagulling nos relacionamentos
O nome deriva da palavra inglesa seagull, que significa gaivota, em referência às aves que avançam sobre o alimento apenas para evitar que outros animais o peguem, mesmo sem fome. Na vida afetiva, o indivíduo desaparece após o término, mas retorna com mensagens ocasionais, elogios, lembranças e sinais confusos no exato momento em que percebe que o ex-parceiro superou a separação e começou a conhecer novas pessoas. De acordo com a apuração de especialistas, essa atitude é motivada por vaidade, possessividade, desejo de controle, validação de ego e manutenção de benefícios sem investimento emocional.
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“Se você está tentando de alguma forma manter a pessoa presa no seu anzol e longe dos outros, então você está praticando seagulling. E ser esse tipo de amigo gaivota não é justo com ninguém”, declarou Bruce Y. Lee. Quem pratica esse padrão costuma demonstrar ciúme e cobrar informações sobre a vida alheia, mas recua diante de conversas sobre oficializar a relação, alegando confusão ou aversão a rótulos.
Origem do termo seagulling em 2021 e danos psicológicos
A expressão foi criada em 2021, durante a pandemia de Covid-19, em alusão às gaivotas da animação Procurando Nemo, que repetiam a palavra “meu” diante de qualquer disputa. A partir de maio de 2026, o vocábulo ganhou força entre jovens da Geração Z. Para as vítimas que ficam aguardando uma definição por um, dois ou até seis meses, a espera resulta em desgaste mental contínuo, altos níveis de ansiedade, insegurança, baixa autoestima, frustração e bloqueio para construir novos vínculos de confiança.
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Referências, datas e orientações sobre o seagulling
- Origem da expressão: cunhada em 2021, durante a pandemia de Covid-19, inspirada na animação Procurando Nemo.
- Registros em 2026: análises comportamentais e de linguagem jovem publicadas em 24 de abril, 21 de maio, 23 de maio e 16 de outubro de 2026.
- Fatores de motivação: controle, conforto, insegurança, medo da solidão e dificuldade em perder o espaço privilegiado na vida do outro.
- Recomendações práticas: diálogo franco sobre expectativas, imposição de limites claros e definição de prazos para não estagnar a vida amorosa.
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Para sair desse ciclo, Regina Racco orienta que o foco da vítima saia das promessas feitas pelo parceiro durante as ameaças de afastamento e passe para a observação das atitudes cotidianas dele quando tem certeza de que ainda possui acesso livre ao outro.
