Uso de telas reduz piscadas e provoca fadiga ocular digital

olhos irritados - Hananeko_Studio/Shutterstock.com

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O médico oftalmologista Vinícius Tadashi Okuyama, do Instituto Curitiba de Saúde (ICS), em Curitiba, alertou nesta terça-feira (20) que o foco contínuo em celulares e computadores reduz a frequência das piscadas e provoca a fadiga ocular digital. A exposição prolongada aos aparelhos interfere na lubrificação natural dos olhos, com queda média de 60% no ato de piscar, mas não representa necessariamente danos permanentes à visão.

De acordo com o médico (registrado no Conselho Regional de Medicina do Paraná sob o CRM-PR 36473 e com Registro de Qualificação de Especialista RQE 26620), o problema decorre do esforço visual exigido em atividades de rotina, como ler documentos, trabalhar, assistir a vídeos ou responder mensagens. “O uso frequente de dispositivos digitais faz com que os olhos permaneçam em uma atividade contínua de foco e concentração. Além disso, diante das telas, as pessoas costumam piscar menos, o que pode contribuir para o ressecamento ocular e o surgimento de sintomas como ardência, sensação de areia nos olhos, vermelhidão e cansaço visual”, disse Vinícius Tadashi Okuyama.

Como a fadiga ocular digital se manifesta e quais são os sintomas?

Foto: Mulher com celular – FreshSplash/istockphoto.com

A fadiga ocular digital é o conjunto de desconfortos visuais desencadeados após horas de atenção fixa em objetos próximos. O quadro varia de acordo com o paciente e com o tempo de exposição aos dispositivos eletrônicos: enquanto parte dos usuários relata sobretudo a secura nos olhos ao fim do expediente, outros percebem alterações temporárias na nitidez da imagem logo após períodos de concentração intensa no trabalho, no estudo ou no lazer.

Segundo o Instituto Curitiba de Saúde, o reconhecimento precoce dos sinais indica a necessidade de rever as condições de uso dos equipamentos eletrônicos. Os sete sintomas mais frequentes identificados nas avaliações clínicas da condição são:

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  • Ardência ou sensação de queimação ocular;
  • Sensação de areia ou de corpo estranho dentro dos olhos;
  • Vermelhidão na superfície ocular;
  • Lacrimejamento em resposta ao ressecamento;
  • Cansaço visual após leitura ou digitação;
  • Visão temporariamente embaçada;
  • Dor de cabeça associada ao esforço de foco.

Regra 20-20-20 contra a fadiga ocular digital e ajustes no ambiente

Para interromper o esforço contínuo de foco sobre celulares e monitores, o Instituto Curitiba de Saúde recomenda a aplicação da chamada regra 20-20-20 durante o expediente ou o estudo. O método propõe intervalos regulares para relaxar a musculatura ocular e retomar o ritmo natural de hidratação da superfície do olho sem a necessidade de interromper o trabalho por longos períodos. “Muitas vezes, pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir o impacto das telas sobre os olhos. Fazer pausas, melhorar a iluminação do ambiente e lembrar de piscar com mais frequência são atitudes simples, mas que fazem diferença”, afirmou o oftalmologista Vinícius Tadashi Okuyama.

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Além das pausas programadas, a organização física do espaço de trabalho ou de estudo interfere diretamente no conforto visual ao longo do dia. O médico orienta que o usuário lembre de piscar voluntariamente durante leituras longas, mantenha uma postura corporal adequada, regule a altura do monitor em relação ao rosto e utilize iluminação ambiente confortável, evitando reflexos diretos ou contrastes excessivos de luz sobre a tela.

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Parâmetros da regra 20-20-20 e dados do atendimento no ICS

  • Órgão responsável pelas orientações: Instituto Curitiba de Saúde (ICS), em Curitiba (PR);
  • Especialista responsável: médico oftalmologista Vinícius Tadashi Okuyama (CRM-PR 36473 / RQE 26620);
  • Datas de divulgação do alerta: comunicado original em 10 de julho de 2026 e nova repercussão em 20 de outubro de 2026;
  • Intervalo de uso contínuo na regra 20-20-20: pausa obrigatória a cada 20 minutos diante da tela;
  • Duração do descanso visual: 20 segundos consecutivos;
  • Distância de foco durante a pausa: olhar para um objeto situado a cerca de 6 metros (o equivalente a 20 pés, medida de comprimento usada nos Estados Unidos e no Reino Unido);
  • Queda média na frequência do piscar em frente às telas: redução de 60%.

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Ar-condicionado, uso de colírios e histórico do alerta de 10 de julho de 2026

A atenção aos sintomas de secura deve ser redobrada em locais climatizados com ar-condicionado ou em períodos de baixa umidade do ar, condições ambientais que aceleram a evaporação da lágrima e intensificam o desconforto da fadiga ocular digital. Nessas situações, o médico oftalmologista pode avaliar a prescrição de colírios lubrificantes, conhecidos na medicina como lágrimas artificiais, incluindo formulações específicas sem conservantes, escolhidas conforme a necessidade individual de cada paciente.

O comunicado original do Instituto Curitiba de Saúde com as orientações técnicas de Vinícius Tadashi Okuyama foi publicado na sexta-feira, 10 de julho de 2026, por ocasião do Dia Mundial da Saúde Ocular, e voltou a pautar recomendações de prevenção nesta terça-feira (20). Dados históricos registrados em julho de 2025 já apontavam que um usuário pisca, em média, 60% a menos quando está concentrado diante de uma tela, e que o uso de qualquer colírio lubrificante exige avaliação médica prévia para evitar o agravamento do quadro clínico pelo emprego de produtos inadequados.

O Instituto Curitiba de Saúde informa que as adaptações ergonômicas na rotina e os exercícios de pausa visual funcionam apenas como medidas de alívio cotidiano e não substituem o atendimento médico. A recomendação oficial para trabalhadores, estudantes e demais usuários que apresentam ardência, visão embaçada ou dor de cabeça persistentes é manter o acompanhamento regular e periódico em consultório com um médico oftalmologista para investigar alterações na visão.

Maria: Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.