Clientes da XP Investimentos enfrentaram falhas para acessar o aplicativo e o site da corretora na manhã de 26 de outubro de 2026, no Brasil. O problema técnico ocorreu durante um pregão de forte recuo na B3 (a bolsa de valores brasileira), que interrompeu as negociações após o índice Ibovespa despencar 10% na abertura.
Segundo a XP Investimentos, o acesso às plataformas digitais foi normalizado às 12h30 (horário de Brasília). Antes do restabelecimento, investidores registraram queixas na plataforma de monitoramento Downdetector. “Fora do ar! Site não conecta e app não completa ações”, afirmou um cliente da corretora no sistema de registros.
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Pico de reclamações na XP Investimentos e relatos sobre outros bancos
Os dados contabilizados pela plataforma Downdetector mostram que o maior volume de notificações sobre a XP Investimentos aconteceu às 11h07, quando 175 incidentes foram reportados pelos usuários. A divisão das queixas indicou que 80% dos problemas estavam concentrados no aplicativo para celular, enquanto a área de gestão de investimentos respondeu por 8% dos chamados e o site tradicional somou outros 8%. Até o momento, a XP Investimentos não detalhou a causa técnica que provocou a indisponibilidade dos sistemas durante a manhã.
Na rede social X, correntistas também comentaram a interrupção do serviço durante a queda das ações. “A XP mais uma vez demonstrando preocupação com seus clientes. Com o mercado desabando, a corretora decidiu tirar o aplicativo do ar temporariamente para evitar que os investidores vendam suas ações a qualquer custo no desespero. Uma atitude nobre, pensando sempre no melhor para seus acionistas”, publicou um usuário em tom de ironia. Outro investidor reclamou diretamente da falha operacional na plataforma: “Que beleza, justo hoje o app fora do ar”.
O monitoramento do Downdetector apontou ainda registros de instabilidade em outras nove instituições financeiras e corretoras ao longo da manhã: Rico, Clear, Inter, Nubank, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, PicPay e C6 Bank. Procurado para comentar os dados, o Itaú Unibanco declarou em nota oficial que não teve falhas em sua estrutura própria. “É possível que os apontamentos sejam referentes a transações que estejam sendo efetuadas junto a outra instituição que esteja com alguma ocorrência no momento”, informou o banco.
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Acionamento do circuit breaker na B3 e cotação do dólar
A dificuldade de acesso aos aplicativos financeiros coincidiu com o primeiro pregão após o segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). Na votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que obteve 48,21%. Na abertura do mercado nesta segunda-feira (26), a reação dos investidores levou o Ibovespa a cair 10%, o que acionou automaticamente o circuit breaker
e paralisou as compras e vendas de ações por 30 minutos na bolsa brasileira.Em comunicado oficial sobre a paralisação, a B3 explicou o funcionamento da trava de segurança utilizada na sessão. “O circuit breaker é um procedimento operacional da B3 previsto para momentos de forte queda do mercado. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações e tem como referência a variação do Ibovespa B3, principal índice do mercado brasileiro de ações”, informou a instituição. Após a retomada dos negócios, o índice ampliou as perdas e operava em queda de 15,17% por volta das 13h20, marcando 172.838 pontos, enquanto o dólar comercial registrava alta de 12,52% às 9h30, cotado a R$ 5,605.
- 9h30: dólar atinge a cotação de R$ 5,605, com avanço de 12,52% no início dos negócios.
- Abertura do pregão: B3 aciona o circuit breaker por 30 minutos após o Ibovespa recuar 10%.
- 11h07: queixas contra a XP Investimentos chegam ao pico de 175 relatos no Downdetector.
- 12h30: horário em que o acesso ao aplicativo foi normalizado, segundo a XP Investimentos.
- 13h20: Ibovespa registra queda de 15,17%, negociado aos 172.838 pontos.
Histórico de quedas do Ibovespa e fechamento anterior ao segundo turno
A paralisação temporária das negociações registrada na B3 nesta segunda-feira (26) foi a primeira desde março de 2020, período que marcou o início da pandemia de Covid-19. Na sexta-feira (23), último dia de operações antes da realização do segundo turno presidencial, o mercado brasileiro havia encerrado a sessão em direção oposta: o Ibovespa fechou aos 205.082,56 pontos, com variação positiva de 0,47% no dia, e a moeda norte-americana era negociada a R$ 4,993.
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Com o recuo de 15,17% registrado às 13h20, o desempenho parcial do índice aproximou-se das maiores perdas percentuais da bolsa brasileira. De acordo com um levantamento da consultoria Elos Ayta, a maior queda diária de toda a série histórica do Ibovespa ocorreu em 10 de setembro de 1998, quando o indicador recuou 15,83% sob efeito da crise financeira russa. O segundo maior tombo percentual do registro histórico foi verificado em 27 de outubro de 1997, dia em que a bolsa caiu 14,98% durante a crise asiática.
