Quem quer extrair valor de IA deve rever processos e liderança, diz estudo da McKinseyPor Janderson Luiz
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Com IA, empresas que redesenham processos e envolvem a liderança extraem mais valor, segundo a McKinsey. Um levantamento de 2025 mostra que apenas 39% das organizações relataram algum impacto da tecnologia no EBIT, o lucro antes de juros e impostos.
O estudo The State of AI in 2025 ouviu 1.993 participantes entre 25 de junho e 29 de julho de 2025. Para a consultoria, a diferença está menos na tecnologia em si e mais na forma como as empresas organizam o trabalho.
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Redesenhar fluxos de trabalho separa o alto desempenho
Empresas classificadas como de alto desempenho em IA disseram ter redesenhado fundamentalmente seus fluxos de trabalho em 55% dos casos, contra 20% das demais. A McKinsey afirma que essas empresas eram 2,8 vezes mais propensas a fazer essa mudança.
Isso vai além de somar uma ferramenta a uma rotina. A consultoria cita o exemplo de uma equipe de marketing que usa IA para pesquisar referências e criar versões iniciais de campanhas, e assim reserva mais tempo para estratégia e revisão.
Liderança ativa aparece três vezes mais em empresas de alto desempenho
Profissionais de empresas de alto desempenho tinham três vezes mais chance de dizer que a liderança demonstrava forte compromisso com as iniciativas de IA. Esse envolvimento inclui definir prioridades, distribuir responsabilidades, liberar recursos e acompanhar resultados.
Quando a iniciativa fica restrita à área de tecnologia, pode haver dificuldade para integrá-la às necessidades das equipes de negócio. A liderança também precisa definir regras de uso e de validação, sobretudo quando os sistemas lidam com dados de clientes ou com decisões que exigem julgamento humano.
Crescimento e inovação, e não só corte de custos, guiam o retorno
Reduzir custos é um objetivo frequente das iniciativas, mas as empresas que mais extraem valor também miram crescimento e inovação. Isso inclui novos produtos, melhor experiência do cliente e análises mais rápidas para apoiar decisões.
A pesquisa cita um gerente comercial que usa IA para identificar padrões de comportamento de clientes e embasar campanhas. O resultado, segundo a McKinsey, deve ser medido em conversão, receita e retenção.
O mesmo levantamento aponta que apenas 6% das organizações atribuem à IA pelo menos 5% do EBIT e descrevem esse impacto como significativo, o que as classifica como alto desempenho. A consultoria já divulgou uma edição de 2026 do estudo, que não é a base desta reportagem.
Medir resultados e preparar equipes completam o caminho
Para a McKinsey, indicadores como tempo economizado, redução de erros, custo por operação e impacto na receita mostram se a solução funciona. Também é preciso definir quando os resultados dos modelos exigem validação humana.
A capacitação completa o processo: as equipes precisam saber formular pedidos, checar respostas, proteger dados e reconhecer quando a IA não é adequada. Sem critérios de avaliação, o uso se espalha sem que a empresa saiba quais aplicações geram retorno.















