Inadimplência de pessoas físicas bate recorde de 8,1% em recursos livresPor Beatriz
2 min de leitura
![]() |
A inadimplência das famílias em operações de crédito com recursos livres subiu para 8,1% em setembro, impulsionada pelo encarecimento do custo dos financiamentos bancários. O percentual representa uma elevação de 0,1 ponto percentual no mês e acumula alta frente ao mesmo período do ano anterior.
Na carteira total do crédito livre, o índice geral de atrasos superiores a 90 dias manteve estabilidade em 5%, refletindo o comportamento mais contido no segmento corporativo.
Siga o Mix Vale no Google e veja nossas notícias primeiro
Custo dos empréstimos eleva atrasos de pessoas físicas
O custo médio dos novos empréstimos com recursos livres para pessoas físicas atingiu 53,4% ao ano em setembro, após subir 0,3 ponto percentual no período. O aperto financeiro atinge com mais força modalidades rotativas e empréstimos pessoais sem garantias, linhas que cobram as tarifas mais elevadas do sistema financeiro nacional.
A elevação reflete a manutenção do ciclo de aperto monetário e o repasse gradual das taxas básicas para as planilhas bancárias.
Em contrapartida, as contratações empresariais mantiveram estabilidade nas taxas de calote, segurando a média agregada da carteira. A estabilidade geral em 5% mascarou a pressão crescente sentida diretamente pelos orçamentos domésticos.
Carteira de crédito desacelera expansão mensal
O saldo total do estoque de crédito no sistema financeiro nacional alcançou R$ 6,12 trilhões ao fim do mês de setembro, crescendo 0,8% na margem. Esse ritmo demonstra moderação diante da cautela das instituições financeiras na concessão de novos limites.
- Saldo total das operações de crédito atingiu R$ 6,12 trilhões
- Taxa média geral de juros do crédito livre fechou em 40,8% ao ano
- Inadimplência de pessoas jurídicas no crédito livre permaneceu em 3,2%
O estoque de crédito direcionado, que engloba linhas habitacionais e rurais com subsídios, avançou 1,1% no mesmo intervalo, sustentado pelo financiamento imobiliário.
O avanço contínuo do endividamento das famílias reduz a margem para novo consumo e amplia a parcela da renda comprometida com juros e amortizações.















